Dos últimos finais de semana

Sim, as coisas andam meio paradas por aqui. Mas, poxa, eu acabei de escrever um livro sobre a viagem à Belfast e isso esgota as energias! Além disso, ainda estou em fase de adaptação no emprego novo, já que o dia da Mags mudar de casa chegou e a minha rotina ficou meio insana com isso (comento sobre ela mais para frente porque, só de pensar, já fico cansada).

# Fim de semana 1

Eu estava de plantão para ir até a casa nova da Mags organizar as coisas dos bebês, já que eu sei o jeito que ela gosta das coisas e dobro as milhares de roupas deles como ninguém. Mas o que era para ser sábado, ficou para domingo e eu perdi quase todo o final de semana nessa espera.

O sábado musical

No restinho que sobrou do sábado, quando descobri que não seria necessária na mudança, corri para aproveitar dois eventos super legais que estavam rolando em Dublin, mas muito pelas coxas, por causa do pouco tempo disponível. A primeira parada foi o Dublin Tall Ships Races 2012, literalmente uma corrida de navios, que começou na França em maio e terminou aqui em Dublin no final de agosto. Para comemorar a chegada dos navios aqui, quatro dias de festival com música, comida, arte e exposições foram organizados nas Docklands, a região das docas de Dublin, que eu adoro ^^

Cheguei e fui direto para a arena da Bulmers (a famosa cidra irlandesa, que eu detesto), palco dos shows das bandas independentes aqui de Dublin. O som estava sensacional, enquanto eu esperava na fila e decidi ir direto mesmo, sem ver os navios (erro, porque acabei não voltando para ver o principal, depois de algumas cervejas na cabeça =S). Assisti a dois shows, das bandas Frank & Walters (música mais alternativa, meio indie, mas com um balanço legal) e a Therapy? (que me fez lembrar dos shows covers que eu adoro ir com o meu irmão =/).

Saindo de lá, fui para o Down With Jazz Festival que acontecia no Temple Bar, em homenagem a um movimento “anti-Jazz” que surgiu aqui na Irlanda na década de 30, por motivos políticos, mas esqueci de reservar o meu ingresso. Acho que o segurança viu a minha cara de decepção, porque me disse para voltar em uma hora que ele me deixaria entrar =)

Para esperar, fui então para um pub em que eu estava de olho há tempos, um dos únicos nessa cidade que parecia tocar música boa de verdade, o Ha’Penny Bridge Inn. Quando eu ainda trabalhava no Trinity Bar, ficava na esquina (sem comentários maliciosos, por favor) perto desse pub e ouvia o som que rolava aos sábados, um blues e country americano ferrados, de arrepiar!

E lá fomos eu e minha Guinness, viajando na banda residente, Dermot Byrne Blues, composta por dois tiozinhos de cabelos brancos, dois violões e uma gaita. E só com isso, eles levam aquelas músicas que arrepiam até o seu último fio de cabelo e tocam surpresas agradáveis como “Get the Rhythm” do Johnny Cash. Incrível =)

Quase duas horas depois, lembrei do festival de Jazz e corri para lá, mas o meu horário limite para pegar o ônibus já estava chegando (além de todos aqueles casais curtindo a música, bebendo vinho e com luminárias fofas penduradas acima de suas cabeças, o que me irritou profundamente >.<) e eu resolvi ir embora.

O domingo que nem vale a pena comentar

Organizei brinquedos, roupas, limpei móveis e chão, praticamente sem comer nada o dia todo. Chegando em casa, com dor em todas as partes do corpo, recebi uma notícia devastadora, que vou resumir brevemente, porque me dá um aperto no coração falar demais sobre isso. O apartamento onde eu morava (e a Aline, Yujin e Lucia anda moram) foi assaltado e os computadores, máquinas fotográficas e dinheiro delas foi roubado. E eu não quero mais falar sobre isso, nunca mais.

# Fim de semana 2

O sábado em Clontarf

Resolvi ficar aqui pelo bairro mesmo, já que precisaria cuidar do Airt por algumas horas enquanto a Mary Rose iria para a yoga dela. Para economizar no ônibus e aproveitar melhor o sol inacreditável desse começo de outono, peguei a bicicleta dela emprestada. Mais de 40 minutos depois tentando descobrir como abrir a porta da garagem, subi na bicicleta para perceber que o banco era muito alto para mim, tipo de pedalar com as pontas dos pés. Tudo bem, resolvi fazer um esforço. Mas não pensei nas complicações na hora de parar a bendita. E assim, eu caí duas vezes na tentativa de parar, com todo mundo me olhando com cara de dó.

Entre trancos e barrancos, cheguei até o Casino Marino, meu destino daquele sábado. Com o nome do Italiano, significando “casinha perto do mar”, foi projetada pelo arquiteto escocês Sir William Chambers para James Caulfeild, o 1 º Conde de Charlemont, em 1775. A arquitetura é bonita, mas não é isso que faz o lugar merecer uma visita. O charme do negócio é que a casa foi projetada para parecer o que não é, cheia de truques. Olhando de fora, você pensa que a casa possui um único cômodo e andar. Mas ela tem, na verdade, três pisos e uns 10 quartos! É muito maluco! Portas falsas, janelas gigantes que se dividem em várias, efeitos de luz. Que maluquice desse conde e seu arquiteto =)

Voltei para a casa e parei para contemplar a maravilhosa vista do Sea Front, naquele maravilhoso dia, nos meus maravilhosos últimos minutos antes de trabalhar. E almoço, pego o Airt e volto para o Sea Front, com um cobertor, brinquedos e a minha máquina fotográfica, para ele ficar correndo por ali e eu tentando tirar a foto perfeita. Quando ele começa a querer andar para longe demais de mim, percebo que é hora de voltar pra casa.

O domingo da espera

Era um dia muito especial para mim, já que a minha querida amiga Juliana Myisaki (Jubs!) estava chegando do Brasil para ficar um mês estudando aqui. Eu amo a Ju e sinto muito a falta dos nossos almoços, baladinhas, palhaçadas. Mas o mais legal de tê-la aqui é a sensação de ter alguém amigo, conhecido, da minha vida antiga, nessa minha vida nova. Eu estava eufórica!

E a Jubs sempre com uma comida na mão =P

Trabalhei de manhã (aham, yoga novamente) e depois fui direto encontrar a Aline no apartamento dela, onde faríamos almoço. Foi triste entrar ali e, não sei se por causa do que aconteceu ou não, mas não senti nada de acolhedor e familiar ali. Fizemos batatas com creme e queijo ao forno (receita da Mamis da Aline), arroz e uma garrafa e meio de vinho, o que deixou tudo mais legal =P

E fomos bater pernas pelo centro, procurar o bolo perfeito (que não achamos), esperando a Jubs. E nada. E começamos a ficar preocupada. Meia Paulaner depois, ao som de The Cure no Turk’s Head, ela liga. Dei um grito de emoção. Mas, infelizmente, não a encontramos. Ela estava toda enrolada com a chegada e com medo de sair tarde sozinha e se perder. Essa Jubs!

Mas já que estávamos ali e a fome bateu e merecemos porque trabalhamos pra burro, resolvemos ir ao Fridays (de novo ^^) e comer até o estômago doer, com um belo hamburguer e uma sobremesa =D

P.S.: Em breve, mais detalhes sobre a minha rotina insana, o meu bairro maravilhoso e a visita mais que especial da Jubs s2

O flat mais lindo de Dublin

Hello!

Hoje é um triste dia de despedida para mim. Essa é a minha última noite no meu flat, minha casa, que me acolheu, me protegeu da chuva, me trouxe bons momentos, nesses 4 meses e três dias. Porque? Ainda não conto, mas é por aquele bom motivo que venho falando há algum tempo.

Então, esse post é em homenagem ao meu lar, que me despeço nessas últimas horas. Pode ser que role um tom muito sentimental no texto. Desculpem por isso. Mas é a tristeza da despedida, a ansiedade pelo que está por vir, a TPM, a Weihenstephaner que estou tomando, o Matt Bellamy e sua voz derretida e o meu namorado que não quer falar comigo.

O destino

Eu estava desesperada, achando que não encontraria casa em tempo hábil, já que as minhas duas semanas de host-family estavam acabando. Uma bela noite, no site mais famoso de imóveis por aqui, eu vi o papel de parede de passarinhos. E foi aí que tudo começou.

Torci para que elas tivessem duas vagas disponíveis, o que buscávamos na época. Não tinham, mas aceitamos nos revezar em uma cama e um sofá por duas semanas, só para não perder a oportunidade, o fato de poder morar com estrangeiras e o encantador papel de parede.

E foi a decisão mais acertada. Em alguns momentos, eu me questionei se era a melhor opção, pois o preço é alto pelo pequeno espaço. Mas hoje, eu tenho plena convicção de que essa foi a minha primeira melhor escolha neste intercâmbio.

Esse é um flat com cara de casa de menina! Papel de parede, móveis retrôs, lustres decorados com pedrinhas, almofadas, sofás e lençóis fofos. Simplesmente, um apartamento do jeito que eu penso em ter um dia. É, a experiência foi completa =)

O meu quarto

O papel de parede com grafismos pretos, o pé direito mais alto do mundo, o lustre romântico, o criado mudo preto e com pés Luis XV, a cama branquinha, o endredon com grafismos pretos, a janela gigantesca bem ao meu lado. As manhãs preguiçosas assistindo séries em baixo da coberta, com cereais com iogurte ao lado. As madrugadas que passavam em um piscar de olhos, na companhia do meu amor. Os momentos de devaneio, o olhar perdido pela Mountjoy Square – meu jardim, a melhor vista que eu poderia ter.


O banheiro

O piso quadriculado (que quase me fez dar um pulinho quando o vi pela primeira vez), as prateleiras românticas -cheias de produtos brasileiros, franceses, coreanos (e até thecos agora), o espelho modernoso, o chuveiro futurista, o tapete listrado. Banhos com o meu namorado, mesmo com ele longe. Banhos com trilha sonora alta. Lugar onde eu recapitulava os momentos do dia, relaxando na ducha quentinha. Dias em que eu me refugiei do mundo ali, único local privado da casa.


O corredor

Suas 5 portas quase sempre fechadas, os dois guarda-roupas, as malas em cima deles, a máquina de lavar, o sabão em pó e o amaciante. E só! A única parte da casa sem personalidade, que não diz muita coisa. Mas era só abrir o meu guarda-roupa e ele me dizia tanta coisa! Me lembrava de pessoas, me lembrava de lugares, me lembrava de quem eu sou.


A sala

O papel de parede, o sofá vermelho, o sofá branco com a manta gostosa e as almofadas cor-de-rosa, a pintura de Matisse na parede, a luminária torta, a mesa de centro colorida (e bagunçada, por mais que eu tentasse arrumar), o varal com roupas para secar. Local de tantas reuniões, almoços, conversas no Skype com o namorado nas madrugadas, para não acordar as colegas. Lugar de dormir e de acordar. Quarto dos amigos que estão de passagem. Lugar de compartilhar comida, experiências, risadas e choros.

A cozinha

O papel de parede, a mesinha no meio do nada, as banquetas lindas, a pia minúscula que me irritava, o fogão poderoso, o Kettle que mudou a minha vida, a torradeira nojenta, os temperos malucos escritos em coreano, os copos com cheiro de menta, a geladeira com cheiro duvidoso. Local de minhas experiências culinárias, onde ficou muito claro para mim que cozinha, assim como intercâmbio, é também sobre saber improvisar e usar a imaginação. Onde aprendi a fazer ratatouille e pan perdu. Onde deixei a comida queimar e salguei demais o creme de espinafre.


O hall

O teto decorado, os lustres, os arcos, a porta vermelha. Tão georgiano e lindo ao meu alcance todos os dias. E como eu nunca cansava de me maravilhar com essa visão de boas vindas e sempre pensava mentalmente “preciso fotografar isso”.

As flatmates

E eu morei com uma alemã, com duas francesas, uma brasileira, com uma sul-coreana e alguns dias com uma eslovaca. E, levo um pouquinho de tudo o que aprendi com todas elas. Que as coisas no geral são muito mais baratas na Alemanha. Que os franceses comem cogumelos até puros. Mas que sabem fazer muitas receitas maravilhosas com eles também. Que comer pão com chocolate faz bem para a saúde. Que na Coréia, o seu tipo sanguíneo determina a sua personalidade. E que o fato de que eu e meu namorado queremos visitar Kutna Hora na República Tcheca é surpreendente.

As obrigações

De aluguel, 290 euros mensais. De internet, 10 euros mensais. De produtos de limpeza, 5 euros mensais. De eletricidade, mais ou menos 60 euros bimestrais.

Os problemas

A agenda semanal de limpeza que nunca saiu da porta da geladeira. O bom senso de lavar as louças depois de usar, que sempre foi fruto de discórdia interna. A menina que coleciona copos. A comida da menina que empesteia a geladeira e faz você ser obrigado a jogar fora a sua margarina e cream cheese. A menina que lava roupas todas as noites. A menina com 3824 amigos que fazem bagunça. A menina que precisa de 15 shampoos diferentes para ser feliz. A menina que tem a bagunça como um hobbie. Sim, eles atrapalharam a convivência, me deixaram irritada por vezes. Mas sempre relevei, tentei contornar. Afinal, viver é saber ceder, não é?

E assim, eu levo as boas lembranças, as fotos, a experiência, tentando não pensar no que estou deixando para trás, mas sim no que vem pela frente.

Adeus, flat mais lindo de Dublin. Um dia, quando eu tiver a minha casa, ela será muito parecida com você. Afinal, você é muito parecido comigo s2

P.S.: Ansiosa. Ansiosa. Ansiosa.

P.S.: Arrumei a mala e FUDEU! Comprei tanta coisa aqui que, além da mala, levo cinco sacolas grande cheias com o que não coube. Como faço para voltar para o Brasil, gente? =S

P.S.: É tão triste saber que a minha felicidade te deixe infeliz.

See you!

And it’s time to say good-bye

Hello!

One of the greatest things about being in an exchange program is that you’ll meet a lot of different people, who will be your family, will share your joys and will help you in the bad moments.

But, unfortunately, there’s a time when you’ll have to say good-bye. And the worst is that you know you probably never meet these people again, because there’s a big ocean between you. This is exactly the way I feel about Marion Dujardin, niece of Juan Dujardin, my lovely french roommate, who spent two months here in an interniship to conclude her studies.

We are completely different in many things, but completely the same in others. She made me company when I needed. She taught me to cook pan perdu, rattatouille and risotto. She helped me to buy my jacket and my blazer. She fought with the guy who was trying to steal my bag. She called the police for me.

And I will miss her so much! I will miss the way she speaks words without the “h”, just like: “I’m so angry”, meaning “hungry”. Or “I ate this place”, meaning “hate”. I will miss how happy she feels when she sees a store in sales. I will miss how angry she behaves when she wants to eat and we’re in a place with no food available.

But, thinking on the good side, I’m glad and thankful for meeting her. And I can say, with no doubt, that she was one of the best things that happened to me here, só far.

I’ll miss you, Marion!
I wrote this in English for you, because I know how ANGRY you feel when we speak in portuguese in your presence =P

I wish you all the best, all the luck and success with your new plans. And I really hope to see you again, in France or in Brasil ^^

Au revoir!

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Uma das melhores coisas em um intercâmbio é que você conhecerá muitas pessoas novas, que serão a sua família, dividirão as suas alegrias e te ajudarão nos momentos ruins.

Mas, infelizmente, chega a hora de dizer adeus. E o pior é que você sabe que provavelmente nunca mais verá essas pessoas, porque existe um oceano entre vocês. É exatamente assim que eu me sinto em relação a Marion Dujardin, sobrinha de Juan Dujardin, minha adorável colega de quarto, que passou dois meses aqui em um estágio para concluir seus estudos.

Nós somos completamente diferentes em muitas coisas, mas completamente iguais em outras. Ela me fez companhia quando eu precisei. Ela me ensinou a cozinhar pan perdu, rattatouille e risoto. Ela me ajudou a comprar a minha jaqueta e blazer. Ela lutou com o cara que estava tentando roubar a minha bolsa. Ela ligou para a polícia por mim.

E vou sentir tanto a falta dela! Eu vou sentir saudade do jeito que ela fala as palavras em inglês sem o “h”, como: “I’m so angry”, querendo dizer “hungry”. Ou “I ate this place”, querendo dizer “hate”. Eu vou sentir saudade de como ela fica feliz quando vê uma loja em liquidação. Eu vou sentir saudade de como ela fica brava quando está com fome e não temos comida nenhuma por perto.

Mas, pensando no lado bom, fico feliz e agradecida por a ter conhecido. E eu posso dizer sem dúvida que ela foi uma das melhores coisas que me aconteceram aqui até agora.

Sentirei a sua falta, Marion!
Eu escrevi isso em inglês para você, porque sei como você fica brava quando falamos em português na sua presença =P

Te desejo tudo de bom, sorte e sucesso nos seus novos planos. E eu realmente espero que possamos nos ver novamente, na França ou no Brasil ^^

Au revoir!

P.S.: A casa já está silenciosa sem ela aqui, tomando café e ouvindo uma música de balada meio irritante.

Fazendo compras: Supermercado

Olá!

Ainda não digo o porquê, mas os meus dias de abastecimento nos supermercados estão acabando. E, como essa tarefa fez parte da minha rotina semanal desde a minha terceira semana aqui (quando mudei para o flat), acho importante registrar os destalhes dessa experiência.

A divisão do pão

Como eu e a Aline moramos juntas, comemos as mesmas coisas (quer dizer, quase as mesmas coisas, porque a Aline não gosta do que ela julga com consistência estranha, como cogumelos ou abobrinhas >.<), tivemos a ideia de dividir a nossa comida. Compramos, cozinhamos e comemos juntas. E é uma mão na roda, pois economizamos e dividimos as tarefas.

Criamos um cofrinho (lata de achocolatado vazia =P) e depositamos 50 euros cada uma lá, no começo do mês. No geral, dá certinho. Em alguns meses, onde o excesso de guloseimas se faz presente, precisamos colocar um pouquinho a mais.

Por conta dos horários dos nossos trabalhos (o meu à tarde, o da Aline à noite), dividimos as tarefas de forma que ela fique responsável pelo almoço e eu pelo jantar, incluindo a limpeza das louças. Além disso, ela é responsável pelo arroz (cozinhamos uma vez por semana, para sobrar) e eu pelo feijão (cozido a cada duas semanas). Funciona bem, no geral =)

Os fornecedores

Adotamos o Tesco (fundado em 1929 na Inglaterra), como o nosso principal fornecedor, pois é perto de casa, tem tudo o que precisamos e possui o formato mais parecido com o que temos no Brasil. O preço é bom, mas nem sempre é o menor.

Para alguns itens em específico (Nutella, cogumelos, geléia e mini-muffins) também utilizamos a Aldi (fundada em 1913 na Alemanha) e o Lidl (fundada em 1930 na Alemanha também), que têm produtos mais diferenciados, expostos de um jeito engraçado, não naquelas grandes prateleiras que vemos normalmente, mais em caixas e prateleiras baixas. Fica informal, é legal =)

O que só tem aqui

– Sem choro e nem vela, se quer sacola de plástico, tem que pagar por ela. Não sei como está a situação em São Paulo com relação a isso, mas aqui é bem sério. No começo, demoramos para acostumar, esquecendo a sacola e por várias vezes voltamos carregando as compras na mão >.<

– Se você não quer esperar na fila e não gosta de atendentes, pode usar o caixa de auto-atendimento. É um barato! Você escaneia os produtos, seleciona a forma de pagamento, paga e recebe o comprovante. E para os aproveitadores de plantão, não tem jeito de “esquecer” de escanear algum dos produtos, pois sempre tem um segurança por perto =P

– Produto perto de vencer é mais barato, nas sessões “Reduced to clear”. Particularmente, eu nunca achei nada que valesse a pena, porque sempre tenho a sensação de que chego tarde demais e perco os melhores, mas é interessante a proposta.

Os itens

A lista de compra essencial na casa da Talita e da Aline é:

Arroz, Azeite, Cebola, Alho, Tomate, Alface, Pepino, Batata, Vagem, Cenoura, Espinafre, Brócolis, Abobrinhas, Cogumelos, Iogurte, Queijo ralado (mussarela, já que não existe parmesão ralado aqui ¬¬), Macarrão, Molho de tomate, Creme Fraichè, Salsicha, Nuggets de frango, Nuggets de peixe, Peito de frango, Pão, Leite, Creme de chocolate (a famosa Nutella – que não é Nutella de verdade, mas é mais gostoso!), Geléia, Ketchup, Limão, Achocolatado, Manteiga, Cream Cheese.

Imagina trazer tudo isso para casa nas costas? É, essa é a pior parte do negócio. Afinal, os supermercados são perto de casa, mas tudo fica longe com uma sacola pesada no ombro =P

P.S.: Não compramos produtos de limpeza individualmente, porque aqui em casa opera uma “vaquinha” de 5 euros cada por mês, e a Yujin é responsável pela compra de papel higiênico, detergente, sabão em pó, produtos de limpeza, essas coisas.

P.S.: Só para atualizar, ontem foi a minha primeira visita à Diceys Garden, famosa balada onde o pint é só 2 euros às terças-feiras – local de trabalho da Aline. Porque ontem? Porque os dias de voltar à pé das baladas estão contados e eu precisava ir lá pelo menos uma vez, poxa! Como foi? Depois de 3 pints e conversas engraçadas com os espanhóis malucos que estudam na sua sala, tudo fica lindo! =P

Até mais!

Commuting 1: de casa para a escola

Commuting, by Oxford Dictionary: a regular journey to and from a place of work or study.

Olá!

Vou apresentar a vocês os meus caminhos de todos os dias, tanto para a escola, como para o trabalho 1 e trabalho 2. Apresentarei as ruas, as curiosidades, o que me chama a atenção e me distrai nesses mais de 60 km semanais de commuting.

E comecemos pelo caminho de casa para a escola!

1) Porta do meu prédio (*___*) e pedaço da janela do meu quarto à esquerda.

2) Vista da porta de casa – Mountjoy Square – o nosso jardim, por assim dizer ^^

3) Chegando na Gardiner Street Lower, uma beleza para descer, um martírio para subir. Do outro lado da rua sempre há cartazes de filmes, shows e concertos, que eu adoro ficar olhando =)


4) Cruzamento da Gardiner Street Lower com a Parnel Street, no farol que demora 43 minutos para abrir, sempre que estou atrasada  ¬¬

5) Entrando na Parneel Street, avenida importante aqui em Dublin. No detalhe, ciclovia e ciclistas, sempre presentes ^^

6) Mas essa é a parte “Chinatown” da Parnel Street, com muitas lojinhas chinesas de comida, eletrônicos e demais artigos suspeitos. o.O

7) Virando à esquerda na Malborough Street, compriiiiida rua =)

8) Temos uma grande empresa aqui, com engravatados pela manhã. Temos um supermercado Centra, com cheiro bom na hora do almoço. Temos a St. Mary’s Pro-Cathedral, que eu já visitei. Temos o departamento de educação e habilidades.

9) Passando pela Talbot Street, com a visão incrível do Spire – assim, logo cedo s2

10) E passamos também pela Abbey Street, uma das ruas por onde o LUAS (rápido, em gaélico) passa. Por aqui, eu sempre pego o meu jornalzinho Metro, na faixa ^^

11) E, finalmente, chegamos ao Rio Liffey! Virando à esquerda, estamos na Eden Quay – rua da minha escola. Sim, eles estão construindo uma nova ponte, o que atrapalha a paisagem e as aulas de listening ¬¬

12) Os tipos estranhos na foto são os famosos Nackers (ou trouble-makers, como o Ciaran ensinou que é o jeito educado de dizer). Alguns dizem que são desempregados, outros que são vagabundos e drogados, outros que são ladrões. Não sei o que dizer, mas só sei que eles quase sempre usam roupas e tênis de esporte. Engraçado, né? Sim, mas não olhe com força para eles – sejam homens, mulheres ou crianças – e guarde o celular e demais dispositivos eletrônicos na bolsa e segure a alça com força, quando passar por um grupo como esse. >.<

13) Finalmente, chegando na Eden School of English, local das minhas aulas diárias de inglês.

See you!

Balanço do primeiro mês

Hello!

Vocês tem ideia de que um mês já se foi? Eu não. Não consigo acreditar, não pode ser possível. Tudo foi tão rápido, tão intenso, tão diferente, que parece que foi ontem que eu cheguei aqui.

Assim, eu preciso recapitular, preciso descrever e organizar tudo o que aconteceu, para que eu consiga ver que é de verdade. Dedico esse post então a isso, ao balanço do primeiro mês de intercâmbio, um dos meses mais loucos da minha vida!

1. A separação

Lembro de ficar pensando durante o voo em como isso tudo parecia inconsistente. Eu estava indo para o desconhecido, para uma incerteza. Parecia que o avião não cruzava o Oceano Atlântico, mas sim estava saindo do meu mundo e me levando para uma outra dimensão. E eu ainda sentia a dor da separação daqueles que amo – tão recente – latejando. Foi muito difícil entrar na porta que me levaria para esse outro mundo, deixando todo o meu mundo para trás.

2. A agilidade

Logo fui obrigada a deixar tudo isso para trás, pois tive que sobreviver e mostrar para o que vim. E passei na imigração, com funcionários mal educados. E briguei com a companhia aérea que deixou minhas malas em outro país. E descobri como chegar no lar provisório. E descobri qual ônibus pegar para ir à escola. E fui à órgãos do governo para tirar a documentação. E, fazendo tudo isso, eu ainda estava boba, perdida, sem saber onde estava quando acordava.

3. O idioma

Estar aqui não é como estar na aula de inglês que, quando eu não estava a fim de falar, podia ficar enrolando até o professor chegar perto e só então engatar uma conversa qualquer. Aqui ou vai, ou não vai. E foi, logo de cara, melhor do que eu esperava. Peguei o nível máximo na escola, conseguia me comunicar com as pessoas na rua e pedir informações. E ele vai indo, cada dia melhor, se tornando mais fácil e natural.

4. Lar, doce lar

De longe, a parte mais difícil até agora, com a primeira crise de desespero profundo. Mas deu certo. Depois de duas semanas na casa da host-family, mais host do que family, encontramos o nosso lar, tão doce como eu esperava que fosse. E as flatmates se mostraram as melhores possíveis, mesmo com peixes que cheiram mal e louças mal lavadas. Como é bom sentar no sofá e bater um papo sobre como é a vida, o desemprego e o custo do supermercado na França, na Coréia do Sul, no Brasil e na Alemanha. Estou feliz aqui, me sentindo em casa.

5. O batente

E antes do que eu esperava, antes da média nas estatísticas de intercâmbio, eu consigo um emprego. Juro que não sei direito como, só coloquei o anúncio certo, no site certo, na hora certa e a pessoa certa gostou. É difícil, tem que ter muita paciência e nenhum nojo para trocar as fraldas. Mas eu vim em busca de coisas diferentes e hoje passo as minhas tardes cantando e dançando “the wheels on the bus”. Tem job melhor que esse?

6. As primeiras descobertas

E com todas essas coisas práticas, fica muito difícil se concentrar no ambiente à sua volta. Porque eu não sou simples assim, que só olha, tira a foto e pronto, conheceu o lugar. Ah, não. Eu tenho que analisar, tenho que ficar parada olhando, tenho que sentir, tenho que me emocionar. Eu sou assim e gosto de ser assim, por mais complicado que seja.

Mas agora, com as coisas vitais encaminhadas, dinheirinho entrando na conta toda semana, GNIB na carteira, um lar para onde voltar e feijão cozido na geladeira, eu começo a ter uma noção de onde estou.

E onde estou? Em uma cidade absurdamente cheia de história e lendas sobre vikings, celtas e reis. Em uma cidade cheia de gente de tudo que é lugar no mundo. Em uma cidade com coisas bonitas em todos os cantos, desde prédios monumentais com salões ornamentados aos canteiros de flores na praça em frente ao meu apartamento. Em uma cidade com vida, que não dorme, mesmo que os pubs fechem às duas da manhã.

E, aos poucos, vou descobrindo os seus encantos, mesmo fora do circuito turístico. Como ontem, quando estava andando por uma rua quieta, com casas sombrias e escuras, com brinquedos abandonados no jardim, sem ninguém por perto. De repente, me senti em outro mundo, algo meio mal assombrado, misterioso. E meu coração até acelerou com a sensação. Eu sou assim, gosto dessas coisas. Coisas de Talita.

7. Os próximos planos

E agora vou pensando no futuro, no que fazer depois que terminar o curso. Esse é um outro lado do meu intercâmbio, que eu quero muito que aconteça, para completar tudo. Porque eu ouso dizer, talvez meio cedo demais, mas com profunda convicção, de que os primeiros objetivos eu já alcancei.

P.S.: Feriadão à vista! Aqui na Irlanda, o feriado de Páscoa é na segunda. Então eu vou trabalhar hoje. Ainda não sei qual será o roteiro do final de semana, mas PRECISO fazer muitas coisas legais, pois já estou cansada de ficar em casa, por mais que eu goste daqui =)

P.S.: Carmenio, Rosemary, Bruna, João Victor e Victoria – Rossi de Lima de Carvalho. Ontem eu chorei vendo fotos de vocês. E a saudade me apertou de um jeito que ainda não tinha me apertado. Mas fico muito feliz ao pensar que o dia em que nos reencontraremos vai chegar, mesmo que demore. Amo vocês, meus tesouros.

P.S.: Estou indo e voltando a pé do trabalho, para economizar o dinheiro da condução. No total, vou andar 10 Km por dia (2 km para ir e voltar da escola + 8 km para ir e voltar do trabalho). Vou emagrecer e ficar com as pernas durinhas (meu namorado agradece). E com o dinheiro economizado, vou comprar coisas para mim, pois eu mereço após caminhar tudo isso (meu guarda-roupa agradece).

See you!

A primeira sexta-feira morando no centro

Olá!

A primeira sexta-feira morando no centro a gente nunca esquece. E como foi perfeita! É tão bom poder fazer tudo a pé e chegar rápido nos lugares. Para quem sempre morou longe das coisas legais da cidade e sempre teve que encarar uns bons 50 minutos para chegar até elas, estou no paraíso *____*

Ontem fomos visitar dois pontos turísticos localizados no Sudoeste de Dublin, em uma área conhecida como Old City, por ser uma das primeiras partes da cidade a ser construída.

Christ Church Cathedral: uma sobrevivente

Ela é uma das maiores catedrais de Dublin, que foi fundada pelo rei viking Sitric Silkbeard em 1030. Além do fato de ter quase mil anos de idade, a Christ Church é uma sobrevivente pois resistiu a diversas idas e vindas da história e, talvez à pior delas, a reforma protestante de Henrique VIII (ele sempre aparece por aqui, não é?). Conta-se que os fiéis imploraram ao rei que não destruísse a catedral e ele concedeu o pedido porém, mandando destruir todas os santos, que não foram repostos até hoje. Ela foi restaurada e modificada umas 10 vezes e pouco se vê da estrutura original.

Por fora, a catedral é incrível. O prédio é gigantesco, com várias torres, cruzes, janelas românticas, portas antigas. Por dentro então, nem se fala. Como sempre, eu espero chegar em uma posição boa para dar aquela primeira olhada. E uau, que incrível! A nave é gigante, com mais de 25 metros de altura, com todos aqueles detalhes, os arcos, os lustres, os vitrais, o altar. Até os bancos são diferentes aqui!

Ela tem diversas capelas espalhadas nas suas laterais. Uma das mais legais é a de St. Laurence O’Toole (arcebispo de Dublin que foi canonizado), famosa pelo piso de cerâmica original da época medieval e a caixa que contém o seu coração. O piso estava lá, lindo e original. Mas o coração não. Acreditam que ele foi roubado? Na nossa primeira semana aqui em Dublin, algum ladrão roubou o coração – que não tem valor monetário nenhum, mas é um símbolo de fé para muitas pessoas. Triste =(

Como se não bastasse tudo isso, a catedral ainda tem uma cripta sensacional, a maior da Irlanda e Inglaterra, com mais de 63 metros de comprimento. Lá dentro, podemos ver túmulos e monumentos a homens importantes para a catedral, além de tesouros como ouro, prata e bíblias presenteadas por reis da Inglaterra. Uma das coisas mais curiosas é a múmia de um gato e um rato, que ficaram presos em um tubo do órgão e acabaram mumificados.

E, mesmo eu já estando completamente satisfeita, o que descubro na cripta? 1) Um restaurante lindo, fofo, romântico, a luz de velas, com música antiga! Não comemos por lá porque o dinheiro anda limitado, mas eu ainda volto lá, ah volto! 2) Uma exposição com alguns figurinos usados pelo elenco de The Tudors (olha o Henrique VIII aí novamente) – roupas lindas, cheias de bordados, perfeitas. *____*

E eu ainda vou voltar lá, para assistir a uma missa com apresentação do coral e órgão. Imagina como deve ser lindo? =)

Dublinia: descobrindo as origens

Ao lado da Christ Church, no prédio de uma antiga igreja, fica localizada a Dublinia, museu-vila que retrata a chegada dos Vikings aqui nesta terra, como viviam e pelo que foram responsáveis. A exposição normal dura cerca de 55 minutos para ser feita, pelo que diz o guia. Mas nós levamos o dobro do tempo, de tão legal que é =)

No primeiro andar, descobrimos quem eram os Vikings (povos oriundos da região que hoje conhecemos como Dinamarca e Noruega), como viajavam (em barcos extremamente simples de madeira), porque viajavam (para buscarem melhores condições de moradia e alimentação no inverno brabo), no que acreditavam (vida após a morte), como eram suas casas (de madeira), do que se alimentavam (aves, peixes e pão) e por aí vaí.

Descobrimos também a história da fundação de Dublin que, para quem não sabe, só existe hoje graças aos queridos Vikings! Eles chegaram por aqui em 841 e encontraram uma terra boa, perto de um lago escuro – Dubh Linn, que deu origem ao nome da cidade. Fundaram a comunidade, constituíram comércio, fundaram igrejas. Eles foram derrotados duas vezes nos anos de 1014 (por Brian Ború – rei irlandês) e 1170 (Strongbow – cavalheiro anglo-normando) e acabaram se integrando à comunidade irlandesa local.

No segundo andar, temos uma verdadeira demonstração de suas condições de vida. Vemos como a peste negra causou a morte de milhares. Vemos como eles era julgados e punidos. Vemos como era o interior de seus barcos. Vemos uma representação de suas feiras de comércio. Vemos o interior de suas casas (e banheiros!). Tudo isso com atividades interativas, onde você pode se vestir como um deles, pode escrever o seu nome com a língua deles, pode ser condenado como eles. Adorei =)

No último andar, uma verdadeira aula de arqueologia, com uma exposição sobre como tudo isso foi descoberto, na escavação da Wood Quay (uma rua à beira do Liffey), onde foi localizado um assentamento Viking. Descobrimos como os arqueólogos trabalham, quais ferramentas usam, como conseguem dizer a idade dos artefatos encontrados.

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A melhor noitada da minha vida

Depois disso tudo, estávamos esgotadas. Para vocês terem uma ideia, eu deitava no sofá em casa e via vikings, vitrais, estátuas na minha cabeça. Muita informação! Mas, a noite ainda era uma criança e decidimos aproveitar a nossa recém-adquirida liberdade de condução.

Tudo começou no mercado, onde compramos 6 latões de Heineken por 10 euros. Porque a gente simplesmente não compra mais bebida em pubs! Depois, tivemos a prova de que Deus protege os bêbados. O pobre quase, mais quase mesmo foi atropelado por um ônibus, bem na nossa frente. E ficamos preocupadas com ele “Ai Aline, vamos chamar a Garda, ele vai ser atropelado!”. Por fim, vimos que um senhor foi ajudá-lo e resolvemos seguir o nosso caminho.

Pub 1

Aqui em Dublin, não se paga para entrar nos pubs (mesmo que tenha bandas) – aprende São Paulo! Então, começamos a noite em um que estava rolando um world music, como nos disse o segurança mal humorado, quando perguntamos o estilo do som. O cara mandava bem.

Mas queríamos beber, então saímos do bar e fomos para uma pracinha ali perto tomar as cervejas. Quando estamos lá, surge o bêbado 2 da noite. Fiquei com medo, mas ele só queria conversar. Olhava para a Aline e dizia “She is Irish”. Apontava para mim e perguntava “Where are you from? You are not Irish!”. Eu disse a palavra mágica, Brazil. “Oh, I like Brazil and the soccer player Pele (algo como péli). He is a very clean soccer player, you know? He is not one of those dirty soccer players, he is clean.” Hilário!

Pub 2

Acabou o show no primeiro pub, mas ainda não estávamos satisfeitas, afinal onde está o rock ‘n roll desta cidade? Descobrimos que está no The Mezz, o mesmo da semana passada. Uma PUTA banda boa, tocando músicas que eu desacreditei. Rolou Johnny Cash, The Doors, The Beatles, The Clash e, o mais surpreendente, Paint in Black dos Stones. Dá para acreditar?

Depois disso, finalmente saciadas, fomos para a casa e chegamos em 15 minutos \o/.

After party

Aqui, como os bares fecham relativamente cedo, é muito comum fazer o After Party, uma festa que todo mundo vai para continuar a beber. No meu caso, não foi diferente e eu tive a melhor After Party de todas: mais de 4 horas no Skype com o meu querido namorado. Tem coisa melhor que isso? S2

P.S.: Hoje o dia foi de cozinhar, arrumar as coisas, recuperar o sono perdido.

Até mais!