Commuting 1: de casa para a escola

Commuting, by Oxford Dictionary: a regular journey to and from a place of work or study.

Olá!

Vou apresentar a vocês os meus caminhos de todos os dias, tanto para a escola, como para o trabalho 1 e trabalho 2. Apresentarei as ruas, as curiosidades, o que me chama a atenção e me distrai nesses mais de 60 km semanais de commuting.

E comecemos pelo caminho de casa para a escola!

1) Porta do meu prédio (*___*) e pedaço da janela do meu quarto à esquerda.

2) Vista da porta de casa – Mountjoy Square – o nosso jardim, por assim dizer ^^

3) Chegando na Gardiner Street Lower, uma beleza para descer, um martírio para subir. Do outro lado da rua sempre há cartazes de filmes, shows e concertos, que eu adoro ficar olhando =)


4) Cruzamento da Gardiner Street Lower com a Parnel Street, no farol que demora 43 minutos para abrir, sempre que estou atrasada  ¬¬

5) Entrando na Parneel Street, avenida importante aqui em Dublin. No detalhe, ciclovia e ciclistas, sempre presentes ^^

6) Mas essa é a parte “Chinatown” da Parnel Street, com muitas lojinhas chinesas de comida, eletrônicos e demais artigos suspeitos. o.O

7) Virando à esquerda na Malborough Street, compriiiiida rua =)

8) Temos uma grande empresa aqui, com engravatados pela manhã. Temos um supermercado Centra, com cheiro bom na hora do almoço. Temos a St. Mary’s Pro-Cathedral, que eu já visitei. Temos o departamento de educação e habilidades.

9) Passando pela Talbot Street, com a visão incrível do Spire – assim, logo cedo s2

10) E passamos também pela Abbey Street, uma das ruas por onde o LUAS (rápido, em gaélico) passa. Por aqui, eu sempre pego o meu jornalzinho Metro, na faixa ^^

11) E, finalmente, chegamos ao Rio Liffey! Virando à esquerda, estamos na Eden Quay – rua da minha escola. Sim, eles estão construindo uma nova ponte, o que atrapalha a paisagem e as aulas de listening ¬¬

12) Os tipos estranhos na foto são os famosos Nackers (ou trouble-makers, como o Ciaran ensinou que é o jeito educado de dizer). Alguns dizem que são desempregados, outros que são vagabundos e drogados, outros que são ladrões. Não sei o que dizer, mas só sei que eles quase sempre usam roupas e tênis de esporte. Engraçado, né? Sim, mas não olhe com força para eles – sejam homens, mulheres ou crianças – e guarde o celular e demais dispositivos eletrônicos na bolsa e segure a alça com força, quando passar por um grupo como esse. >.<

13) Finalmente, chegando na Eden School of English, local das minhas aulas diárias de inglês.

See you!

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Desbravando Dublin – Norte do Liffey

Dublin, como a maioria das cidades européias, é cortada por um rio – o Liffey. Ele nasce em uma montanha no condado de Wicklow e percorre cerca de 125 Km pelos condados de Wicklow, Kildare e Dublin, antes de desaguar no mar da Irlanda.

Rio Liffey, visto da O'Connell Bridge

Sendo assim, uma forma eficiente de conhecer a cidade (e que eu pretendo usar) é se basear pela divisão que o rio proporciona. Então, vou sempre usar essa divisão para me referir à localidade que desbravei.

E comecemos pelo Norte do Liffey =)

O marco inicial dessa região é a O’Connell Street, a mais famosa avenida de Dublin. Ela foi concebida para ser uma área residencial, no projeto do aristocata irlandês Luke Gardiner, que a idealizou em meados do século 18. Mas com a construção da Carlisle Bridge, hoje O’Connell Bridge, o plano foi por água a baixo, já que isso transformou a avenida na principal ligação norte-sul da cidade, trazendo movimento, comércio e bagunça.

O' Connell Brigde

Ela foi palco de grandes acontecimentos políticos também. Foi aqui que aconteceram as batalhas do Levante da Páscoa, em 1916, o primeiro movimento concreto dos irlandeses pela independência. Muitos de seus edifícios foram destruídos nestas batalhas.

Hoje, ela (juntamente com os seus arredores) é um grande centro de compras e entretenimento, com lojas, restaurantes, cinemas e teatros. É incrível andar por seu largo calçadão, cheio de árvores peladas, prédios fascinantes, lojas sedutoras e pessoas correndo pra lá e pra cá. Passamos por ela todos os dias, já que a nossa escola fica por ali =)

Foto com grafismos naturais =P

Com relação a monumentos, a O’Connell Street tem vários interessantes. Começando pelo monumento a Daniel O’Connell, que dá o nome à avenida, um grande político e herói nacional responsável pela defesa e conquista da emancipação dos católicos, que sofriam oprimidos e sem direitos civis no país. A estátua possui o O’Connell no topo, cercado por quatro figuras ao seu redor, representando o patriotismo, coragem, eloqüência e fidelidade.

Monumento a Daniel O'Connell

Logo após (e muito antes, depois e dos lados), podemos ver o Spire, uma grande agulha de aço com 120 metros de altura. Seu nome oficial é o Monumento da Luz e foi concebido no plano de revitalização da O’Connell Street, que aconteceu no final dos anos 90. Ele é considerado a maior escultura do mundo e muda de cor durante o dia, de acordo com a intensidade do sol. Por enquanto, só a vimos com bastante sol. Mas parece que, ao anoitecer, ele vai ficando meio rosado e, à noite, fica completamente iluminado =)

The Spire of Dublin

Sabe, eu sou meio contra esse tipo de instalações modernas em cidades tipicamente clássicas e antigas. Mas tenho que admitir que o Spire me conquistou. É absolutamente incrível chegar bem pertinho dele e olhar para cima. Parece que ele não termina nunca! Você tem a impressão de que ele é infinito!

Ao infinito e além =)

Em uma das suas ruas adjacentes, a Henry Street (que eu adoro, pois tem inúmeras lojas e restaurantes fofos), temos uma estátua do James Joyce, um dos grandes escritores irlandeses, autor de Dublinenses e Ulisses. É muito simpática a estátua, dá vontade de abraçar!

Nos arredores da O’Connell Street, temos inúmeros edifícios históricos. Ainda não vimos todos, começamos por aqueles que são gratuitos. O primeiro que vimos foi o Rotunda Hospital, a primeira maternidade criada na Europa para este fim. O prédio é lindo e diz-se que a capela possui vitrais maravilhosos. Não conseguimos entrar neste dia, mas eu ainda verei esses vitrais, ah verei. Atualizo vocês =)

Rotunda Hospital

Em frente ao Rotunda Hospital, temos o Conway’s Pub, que alega ser o mais antigo de Dublin (já pesquisei e vi que não é, não senhor). Mas o interessante é que os pais geralmente ficavam neste pub para esperar suas mulheres terem os bebês. Dá para acreditar?

Mentira!

A última parada do dia foi a St. Mary’s Pro-Cathedral, uma das poucas igrejas católicas que os protestantes se dignaram a construir no século 17. O projeto é do arquiteto Sir William Robinson e um fato interessante é que o Arthur Guinness (sim, ele mesmo, o criador da amada cerveja) se casou ali em 1761.

Fachada simples, se comparada a outras catedrais por aí...

Ela é pequena e bem modesta por fora (sabe como é, os católicos não eram populares naquela época), mas o seu interior é surpreendente. Acima do altar, podemos encontrar um relevo em gesso que representa A Ascensão de Cristo. Como toda igreja católica europeia, o ambiente é austero e silencioso. Mas eu curto, parece que você está voltando no tempo =)

A Ascensão de Cristo

Voltando para casa, sempre passamos por um outro ponto interessante, a Ha’Penny Bridge. Ela foi construída por John Windsor, um serralheiro da Inglaterra, em 1816. Antes dela, as pessoas tinham que fazer esse trajeto via balsa, que era cobrado. E, sendo assim, a travessia por ela também passou a ser cobrada (até 1919), no valor de half penny (meio centavo) – ha’penny – que deu origem ao nome dela. Ela é super romântica e você pode observar o Liffey e o por do sol de lá, com uma vista inesquecível!

Venta MUITO aqui!

Ufa. Acho que fique mais cansada de escrever tudo isso, do que de bater as pernas por todos esses lugares >.<

Mas ainda não terminou, temos muito a ver no Norte do Liffey. E ainda tem o sul, o leste, o oeste…. Hey Dublin, aqui vamos nós =D

P.S.: Amanhã, visita programada à fábrica da Guinness *_______________*