I travelled half the world to say you’re my muse

Eu esperei tanto por isso.

Desde que te vi pela última vez, em abril de 2011. Desde que assinei o contrato de intercâmbio, em setembro de 2011. Desde que descobri sobre o seu novo álbum, em julho de 2012. Desde que você divulgou uma turnê, em agosto de 2012. Desde que você resolveu vir para a cidade onde eu moro, em setembro de 2012.

E eu, finalmente, consegui. Te vi, ao vivo, de perto, com todas as luzes e efeitos que eu sabia que você arranjaria, com todas as suas letras que bagunçam a minha cabeça, com o seu ritmo pesado e, ao mesmo tempo, com algo de suave, encantador.

Eu chorei, eu ri, eu gritei, eu pulei, eu cantei. Mas eu quase não acreditei que aquilo tudo era verdade. Aliás, será que não foi tudo um sonho? Eu não sei mais dizer, foi tão intenso e explosivo que as lembranças parecem difusas. Como se eu estivesse completamente concentrada em curtir cada minuto, esquecendo de arquivar os momentos na memória.

Mas, o que eu posso dizer com certeza é, aquelas foram duas das melhores horas da minha vida. E dói saber que elas já acabaram. Dói tanto que eu nem consigo te ouvir mais, sabia? Preciso de um tempo agora, para aprender a viver com a sua ausência física novamente. E, aí sim, voltar a te ter diariamente, em dias de chuva e sol, em momentos alegres e tristes.

Ah, Muse.
Você é a minha banda viva favorita.

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Eu não consigo falar sobre isso sem carregar o texto de emoção. Afinal, quer emoção maior do que ver as luzes se apagando e aguardando por aqueles segundos antes da sua banda do coração entrar, explodindo todo o palco?

Tudo começou na sexta-feira à noite. Fui para a casa da Aline, onde jantaríamos juntas – no último final de semana dela em Dublin antes da viagem – e, se sobrasse disposição, iríamos para algum pub. A nova flatmate espanhola e suas amigas fizeram a comida (omelete espanhol, salada fria de macarrão e tapas espanholas de pão italiano, fatias generosas de Jamón (o presunto defumado maravilhoso deles) e pimentão frito por cima). Some-se a isso o brigadeiro que fizemos e as cervejas, e quem disse que a gente conseguia pensar em enfrentar o frio lá fora?

Amanhece o grande dia, sábado, 3 de novembro de 2012. E eu mal levanto da cama e sinto aquela sensação familiar, frio na barriga, quando algo grande está para acontecer. Nos arrumamos, comemos, tomamos uma Honey Dew (uma das favoritas da Aline), empacotamos sanduíches, cookies e cerveja e vamos andando para o local do evento, O2 Arena, a meia hora de caminhada.

Quando vai chegando perto do local, eu estranho. “Ué, faltam 4 horas para as portas abrirem, cadê aquela massa vestida de preto que sempre acompanha os shows de rock?”. É, pelo visto, aqui não é como São Paulo, em que temos tanta, mas tanta gente, que você tem que chegar quase um dia antes se quiser um bom lugar em um show. Chegamos na fila e apenas umas 20 pessoas estão na nossa frente. O frio na barriga aumentou consideravelmente.

E por ali ficamos, sentadas no chão gelado da fila, tomando Heineken gelada, com vento gelado na cabeça e o sol escondido atrás do prédio. Frio, que frio insuportável. O casaco ficou em casa, para não incomodar no meio do show. E, por mais que eu tentasse obrigar o meu cérebro a criar outras conversas, ele sempre caia nos mesmos assuntos: “Nossa, vamos pegar muito frio na Alemanha, né?” ou “Li, quantos graus mesmo você pegou no Canadá?” ou ainda “Lembra daquele dia em que eu entrei descalça no mar em Killiney? Tava frio pra burro!”.

Agora muita gente já está ali e os seguranças começam uma movimentação estranha. Promotoras chegam e começam a passar na nossa frente clientes da companhia de celular O2, patrocinadora do espaço. Ah, eu sou O2. Mas, claro, deixei o meu celular em casa. Graças à bondade do segurança, que deve ter visto a minha cara de pânico e desolação, conseguimos entrar na fila privilegiada, mesmo sem um celular para comprovar.

Falta muito pouco. O frio na barriga faz quase impossível ficar parada, então começo a movimentar as pernas para distrair. E abrem-se os portões. Passamos os ingressos pelo leitor e saímos correndo, com seguranças a cada metro gritando “Hey guys, don’t run!”. Eu grito de volta para o último “I’m happy, that’s why I’m running!!!”. E, por milagre, conseguimos chegar a tempo de ficar NA SEGUNDA FILEIRA DE PESSOAS APÓS A GRADE. A Aline fica preocupada se vai ser muito difícil aguentar a pressão. Ah, mas dali ninguém me tiraria!

Começa a banda de abertura, a Everything, Everything, de Manchester. Estava mais para Nothing, Nothing, som chato, vocalista idiota, guitarrista que esquece de ligar o cabo da guitarra antes de tocar. E o público em silêncio, ninguém queria saber daqueles caras. “Oi, podemos trocar esses 40 minutos do show de vocês por mais tempo de Muse?” o.O

Finalmente, eles vão embora. E o frio na barriga me faz contorcer. Eu digo para a Aline que estou passando mal de nervoso. Enquanto isso, os caras no palco trocam instrumentos, colocam garrafas de água, posicionam as luzes e saem, deixando tudo vazio. E, NO EXATO MOMENTO que eu termino essa frase: “Eles fazem isso de propósito, deixar o palco vazio e acesso nesses minutos de tensão, para que a gente tenha um ataque cardíaco quanto tudo apagar”, o palco apaga. E o frio na barriga se transforma em um grito que se mistura aos milhares de outros, fazendo o teto balançar.

E entra o Dominic, batera. A galera pira. Entra o Chris, baixista. A galera delira. Entra ele, o Matthew. Acho que vou desmaiar. E começa a rolar o som da música “The 2nd Law: Unsustaintable”, com eles levando o instrumental e a voz da mulher, falando como se fosse um noticiário, sendo reproduzida. Pesado, pesado, todo mundo seguindo o ritmo da música com a cabeça, pulando. Quando ela acaba, o palco fica escuro e vermelho. E o Matthew solta o riff de “Supremacy”. PUTA QUE PARIU. Não consigo criar uma frase coerente sobre isso, só palavras soltas vêm à minha cabeça, reproduzindo exatamente o que eu sentia ali. Choque. Êxtase. Delírio. Foi um dos momentos mais intensos da minha vida!

Na sequência “Hysteria”, para acabar com o peão aqui. E o Matt vem pertinho de onde a gente está. Que incrível ver ele cantando, todo bravo, destruindo a guitarra “Cause I want it now, I want it now, Give me your heart and your soul”. E o palco se transforma agora, o telão acima da cabeça deles desce e uma pirâmide invertida, coberta por telões se revela. Eu sabia que vocês não me decepcionariam ^^

Vem “Supermassive Black Hole”, a música mais sexy do Muse. “Uhuuu, you set my soul a light”. E eu queria dançar, mas quem disse que eu conseguia me mover? E logo vem “Panic Station”, música nova, que eu gosto muito com os gritinhos do Matt no meio “Aaauuuh”.

Aí, meu mundo caiu. Chega o piano do Matt e ele começa a tocar as notas de “Resistance”. Eu choro, vendo aquele cara que eu tanto admiro cantar “Hold me, our lips must always be sealed”. Choro, choro, choro. Aquele choro de emoção, de libertação, sabe? Maravilhoso =)

“Animals” e “Explorers” na sequência, duas músicas novas, a primeira criticando os homens do poder – políticos, CEOs de grandes corporações e a segunda sendo um pedido de liberdade de uma alma presa nesse nosso mundo destruído “Can you free me from this world?”. E eu adoro a crítica presente nas suas músicas, Muse s2

Já na metade do show, vem “Sunburn”, do primeiro álbum. Não é a minha favorita, mas é incrível! E, de repente, vem os estalares de dedo de “Time Is Running Out” e eu realmente me sinto “afogando, asfixiada”, lembrando de todos os dias em que ouvi essa música e comparando com a oportunidade única de vê-la ali, ao vivo.

“Liquid State”, música nova cantada pelo Chris (você canta bem, coração, mas a voz do Matt é o Muse, não tem jeito ^^) é seguida por “Madness”, carro chefe do álbum novo, feita pelo Matt para sua namorada (bitch!), após uma briga feia. Ele coloca um óculos gigante que fica reproduzindo a letra da música aqui. “And I have finally realized, I need your love”. Ah, como eu preciso! Para fechar o bloco de músicas do álbum novo, vem “Follow me”, linda letra “I’m coming to hold you now” ^^

E vamos para o bloco das antigas! “Undisclosed Desires”, que eu ouvi a primeira vez em um ônibus turístico em Lisboa, “Plug In Baby”, que era a que eu mais queria ouvir nesse show (e quase morro, claro, ainda mais porque ele cantou o tempo todo bem perto de onde estávamos) e “Stockholm Syndrome”, para destruir tudo de vez. E, ele mal termina de cantar “This is the last time I’ll abandon you”, o palco apaga e eles vão embora.

A galera grita, se mata, se joga. Eles voltam. E a galera grita, se mata, se joga. Vem “The 2nd Law: Isolated System”, outra música instrumental, que eles tocam de dentro da pirâmide de telões, que desceu até o chão agora, encobrindo-os. Quando a pirâmide sobre, ele começa o riff de “Uprising” e eu entro em estado de reflexão profunda.

Sabe aquelas músicas que te ajudam na vida? Por mais que a letra não queira dizer exatamente aquilo que você entendeu, mas que é o que você precisa ouvir naquele momento? Pois bem, assim é “Uprising”. A parte “They’ll not force us, they’ll stop degrading us, they’ll not control us, we’ll be victorious” já me deu força para encarar uma situação assustadora, enquanto eu cantava baixinho, para mim mesma, andando para o tal temido encontro.

Para destruir quem já estava destruído, vem “Knights of Cydonia”, pirada, poderosa, emocionante. “But how can we win, when fools can be kings, don’t waste your time or time will waste you!”. Tem felicidade maior que essa?

Já muito perto do fim, vem “Starlight”, a música que a Aline mais queria ouvir. E ela chora, dizendo que vai sentir a minha falta. E eu percebo como vou sentir a falta dela também. Ela foi o meu suporte, a minha companhia, em todos esses messes malucos aqui. Me acostumei tanto com a presença dela na minha vida que acho que vai ser difícil ficar muito tempo longe, depois disso. E isso é um conforto, pois ainda teremos uma à outra. E temos à Bruna Melo e à Juliana Miyasaki também. Continuaremos a ser felizes juntas =)

E, enquanto o Matt canta “you eletrify my life”, eu percebo como isso é verdade. “Ei, Muse. Você eletrifica a minha vida, simples assim. Eu preciso dos seus choques, porque eles fazem tudo ficar mais vivo”.

A última música, como não poderia deixar de ser, foi “Survival”, aquela que encerrou as Olimpíadas. E aqui o palco explodia, saia fumaça, eles pulavam, a gente pulava, gritava, morria. E eu enquanto eu cantava com ele “and I’ll reveal my strenght to the whole human race, yes, I’m gonna win!”, eu me sentia a pessoa mais poderosa do mundo. Eu sentia que nada poderia me deter, que eu conseguiria chegar ao fim disso vitoriosa.

O show termina, estou sem voz, sem força. Vamos andando para casa, com neguinhos cantando “Knights of Cydonia” pelo caminho. O pós show foi estranho. Tive sonhos com eles e ficava me perguntando coisas absurdas como “será que eles já almoçaram agora?” e “que roupa será que ele está usando?”. Minha explicação para isso é que, pela primeira vez, eu vi o lado humano deles. Eu os vi, de muito, muito perto, tanto que vi o Matt suar, quando ele passou na frente da grade (*___________________*). E a minha cabeça ficou bagunçada, comecei a pensar neles como pessoas de verdade, não mais como aquele objeto inatingível e surreal. Eu te toquei Muse. E você, definitivamente, me tocou.

P.S. Só uma observação sobre a organização do show: impecável. Tanto que os seguranças traziam copos de água de graça para as pessoas (a gente) na grade, para ajudar a refrescar e manter o corpo em pé!

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You make me sick, because I adore you so

Pois acontece que o Muse, banda que eu tanto amo, acaba de lançar um álbum novo. E acontece que eles resolveram fazer uma turnê européia para divulgar o álbum. E acontece que eu quase me matei e não consegui comprar os ingressos, nem em Londres, nem em Paris, nem em Madri e, poxa, nem na Áustria. E acontece que fiquei com um pouco de raiva deles e fiquei um bom tempo sem acompanhá-los ou mesmo ouvir as músicas.

Mas, acontece que na semana passada, ainda na crise da internet, eu vi quase sem querer um e-mail da banda pelo meu celular, com o assunto “novas datas da turnê”. E acontece que, mesmo sem querer acreditar que isso fosse possível, eu li o inimaginável: no dia 03 de novembro de 2012, o Muse tocará em Dublin. Meu coração parou, eu não consegui dormir.

No dia seguinte, ainda sem internet e sem possibilidade de comprar os ingressos (que estariam à venda naquele dia, às 10h, para fãs do site em primeira mão), mobilizei as minhas duas chefes para me ajudar, até que uma delas conseguiu, sendo cliente VIP da empresa de celular que patrocina a arena onde eles se apresentarão.

Sessenta euros e cinquenta centavos depois, eu tinha um e-mail com o link para a impressão do meu ingresso e da Aline, minha parceira de aventuras e desventuras Irlandesas, na nossa última empreitada juntas.

Sabe o que isso significa, na boa? QUE EU VEREI O MUSE, AO VIVO, SOM, PODER, MÁGICA E EMOÇÃO. *____________*

E como eu registro tudo aqui neste blog, nada mais justo do que criar um post especial para essa que é a minha banda internacional favorita dos tempos atuais =)

We will be victorious

A banda foi formada em 1994, em Devon, Inglaterra, quando três amigos de faculdade, Matthew Bellamy (vocais, guitarra, teclado, piano, sintetizadores, letras, alma, voz, beleza e tudo de bom da banda s2), Christopher Wolstenholme (baixo, backing vocals e gaita) e Dominic Howard (bateria, percussão e sintetizadores) decidiram formar uma banda.

Antes chamada de Rocket Baby Dolls, eles começaram a se levar a sério quando ganharam um campeonato de bandas. Matthew diz que aquilo foi um choque, que eles só queriam criar uma provocação e que não esperavam tamanho sucesso. Após esse acontecimento, eles largaram os empregos, a faculdade e se mudaram de cidade para dedicar seu tempo à banda. Que bom =)

Cinco anos, várias gigs em Londres e Manchester e uma quantidade razoável de fãs conquistados depois, eles lançavam seu primeiro álbum de estúdio, o Showbiz, seguido por Origin of Symmetry, Absolution, Black Holes and Revelations, The Resistance e, o novo, The 2nd Law nos 12 anos seguintes.

Os caras já ganharam vários prêmios e venderam mais de 15 milhões de disco em todo o mundo. Os ingressos dessa turnê européia se esgotaram em vários países em poucas horas. Um dos singles do novo álbum, “Survival”, foi escolhido como música oficial das Olimpíadas de Londres. É, acho que eles estão com tudo =)

It scares the hell out of me

Eles já processaram a Celine Dion, porque ela quis intitular como “Muse” uma de suas turnês. Palhaça!

Eles já processaram a Nestlé pelo uso do termo “Feeling good”, que é o nome de uma de suas músicas, para um anúncio de Nescafé sem autorização.

O Matthew usa influências de compositores clássicos como Beethoven (s2) e Chopin para criar os belíssimos acordes de pianos que acompanham músicas como “I Belong to You” e “United States of Eurasia”.

O nome da banda foi escolhido por ser curto e por ter boa apresentação visual em cartazes =)

Aliás, eles estão de parabéns pelo Marketing que fazem para divulgação dos álbuns e turnês. Site impecável, fanpage sempre bem atualizada, promoções, concursos, interação com os fãs. Meu orgulho!

I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

Começou assim: eu quis saber porque todo mundo falava tanto da saga Crepúsculo e decidi ler o livro. Depois, quis saber porque tanto a autora falava do Muse nas dedicatórias dos livros e decidi ouvir Showbiz. Pronto, completamente conquistada, apaixonada, enlouquecida.

Pude ver os caras ao vivo quando eles abriram para o U2, em 09 de abril de 2011, no Morumbi em São Paulo e posso dizer, com toda a confiança, que gostei mais de ver o Muse do que o U2 =P

E eles sempre são trilha sonora dos meus dias, bons e ruins. Os vi pela primeira vez no último dia de um relacionamento do jeito que eu nunca quis ter. E os verei da próxima vez no meio de um relacionamento do jeito que eu sempre quis ter. Mágico s2

And I have finally realized what you mean

E eu deixo o vídeo de Madness, segundo single do The 2nd Law, a minha música favorita do álbum até agora, para encerrar em grande estilo e muita expectativa pelo que está por vir!

Até mais!

A crise do final de semana

Olá!

Nem tudo são flores em um intercâmbio. Tem vezes que você vai se sentir mal, vai se questionar, vai sentir uma falta sufocadora de quem você ama. Eu ando assim, há alguns dias. Não sei se é a TPM que chegou e resolver ficar, se é por tomar tanta chuva e vento na cabeça ou se é normal devido à distância de tudo o que é certo, amado e confiável.

Sábado

O mais difícil enquanto você faz um intercâmbio é lidar com o incerto. Lidei com isso no planejamento, na procura por emprego (que ainda continua) e até mesmo com a simples programação de um tour de final de semana. Mas, com o passar do tempo, você volta a se sentir seguro, quase que em casa.

Mas como o final de todo intercâmbio é uma viagem, e escolhi a Europa justamente pela possibilidade de conhecer os países do meu sonho, logo começa mais uma fase de incerteza, ao iniciar o planejamento da minha viagem. Calcular quanto gastaria, a melhor forma de viajar entre os países, onde ficar, se vou sozinha ou não, se dará certo para o meu namorado vir ou não, quando eu volto para o Brasil.

É complicado conciliar tantas variáveis. E surgem muitas incertezas. Será que eu darei conta de viajar tudo isso que quero? Será que meu dinheiro vai dar? Será que o Castelo de Praga estará aberto em pleno invernão? Ai, ai. Acho que eu penso demais. Minha Mamis sempre diz isso. Que quem pensa menos é mais feliz. Acho que ela tem razão.

Sim, esse foi o meu sábado. Fiquei na cama o dia inteiro, divagando, fazendo contas, discutindo com o meu namorado, até chegar em uma conclusão que acho que será boa para todo mundo, com relação à minha viagem, a nossa viagem, ao meu retorno. Em breve, notícias.

Domingo

Estou sem criatividade para definir passeios. Ou talvez eu tenha cansado de comandar tudo. Então segui a sugestão da Aline de ir para Malahide, cidade a 16 km de Dublin, com uma praia e um castelo, que ainda não conhecíamos e que seria um programa legal para o Thiago fazer.

E lá vamos nós, Eu, Aline, Thiago e Marion, com Doritos, Pringles, cerveja, pão e queijo para a praia onde ficamos por algumas horas. Estava sol, mas o famoso vento forte e gelado da Irlanda estava presente, tornando impossível ficar sem blusa na praia.

A praia é bem bonita e tranquila. É meio selvagem, tem até um pouco de mato no meio da areia. Muito legal, eu curti.

Depois, fomos ao Malahide Castle, que foi lar da família Talbot, pessoal de grande influência e poder aqui na Irlanda. Primeiro, você anda por um bosque enorme, que parece de conto de fadas. Você anda por ele por um bom tempo até chegar no playground, onde eu e a Marion passamos vergonha constatando que somos grande demais para uma gangorra e que não lembramos mais as regras da Amarelinha.

Voltando ao bosque e andando por mais alguns minutos, você chega à área do castelo que, infelizmente, está fechado para reforma há um tempão e diz que abrirá no verão desse ano, que está quase no meio, já. Nada ainda.

Voltamos para casa e a Marion cozinhou umas batatas com Creme Fraichè, queijo, cebola e frango pra gente. E Pan Perdu de sobremesa. Como ela consegue ser tão magra, comendo todo esse creme e açúcar? O.O

A decepção da semana

Eu estava toda feliz e contente, contando para Deus e o mundo que o Muse lançará um novo álbum e fará um tour pela Europa este ano. Pois bem, recebi um e-mail do site do Muse (no qual sou cadastrada), informando que poderia tentar comprar o ingresso do show antes, bastava escolher a cidade.

Escolhi ver o show em Londres. Aguardei por 4 dias e chega a minha resposta, dizendo que não fui selecionada e que teria que aguardar a pré-venda, no dia 14, das 9h às 10h, apenas para membros do site. Tudo bem, ainda tinha chances.

Neste dia, acordei cedo, me arrumei para a escola e fiquei esperando dar o horário de comprar. Exatamente às 9h, iniciei o processo de compra. Às 9h08 eu estava informando os últimos dados do meu cartão de crédito para pagamento e selecionando “buy tickets”. Às 9h09 o site me informa que os ingressos não estavam mais disponíveis.

Aguardo então para a abertura da venda oficial para o mundo todo, às 10h. Às 9h50, a minha internet cai e não volta por nada desse mundo. Às 10h10 acordo a Aline para usarmos a internet do celular dela. Às 10h25 estamos inserindo os dados do cartão de crédito. Às 10h28 os ingressos estão esgotados.

Imagino que possa ser só a lotação dos sites e dou um tempo. Horas depois (a escola foi para o brejo), tento novamente. Nada. Tento os shows na França. Nada. Tento o show na Espanha. Nada. Tento o show na República Tcheca. Opa, tem. Ah, mas tem que pagar à vista, nos pontos de venda.

Com falta na escola, sem show, com raiva, desisto. E, de raiva, nem quero ouvir o álbum novo.

P.S.: Acho que estou em uma maré de azar. Sinto que tudo está dando errado, que estou sozinha, perdida, errada. Gente, o que acontece comigo? Acho que estou bem precisada é de um colo da minha Mamis e um chamego do meu namorado, isso sim.

Até mais!