O flat mais lindo de Dublin

Hello!

Hoje é um triste dia de despedida para mim. Essa é a minha última noite no meu flat, minha casa, que me acolheu, me protegeu da chuva, me trouxe bons momentos, nesses 4 meses e três dias. Porque? Ainda não conto, mas é por aquele bom motivo que venho falando há algum tempo.

Então, esse post é em homenagem ao meu lar, que me despeço nessas últimas horas. Pode ser que role um tom muito sentimental no texto. Desculpem por isso. Mas é a tristeza da despedida, a ansiedade pelo que está por vir, a TPM, a Weihenstephaner que estou tomando, o Matt Bellamy e sua voz derretida e o meu namorado que não quer falar comigo.

O destino

Eu estava desesperada, achando que não encontraria casa em tempo hábil, já que as minhas duas semanas de host-family estavam acabando. Uma bela noite, no site mais famoso de imóveis por aqui, eu vi o papel de parede de passarinhos. E foi aí que tudo começou.

Torci para que elas tivessem duas vagas disponíveis, o que buscávamos na época. Não tinham, mas aceitamos nos revezar em uma cama e um sofá por duas semanas, só para não perder a oportunidade, o fato de poder morar com estrangeiras e o encantador papel de parede.

E foi a decisão mais acertada. Em alguns momentos, eu me questionei se era a melhor opção, pois o preço é alto pelo pequeno espaço. Mas hoje, eu tenho plena convicção de que essa foi a minha primeira melhor escolha neste intercâmbio.

Esse é um flat com cara de casa de menina! Papel de parede, móveis retrôs, lustres decorados com pedrinhas, almofadas, sofás e lençóis fofos. Simplesmente, um apartamento do jeito que eu penso em ter um dia. É, a experiência foi completa =)

O meu quarto

O papel de parede com grafismos pretos, o pé direito mais alto do mundo, o lustre romântico, o criado mudo preto e com pés Luis XV, a cama branquinha, o endredon com grafismos pretos, a janela gigantesca bem ao meu lado. As manhãs preguiçosas assistindo séries em baixo da coberta, com cereais com iogurte ao lado. As madrugadas que passavam em um piscar de olhos, na companhia do meu amor. Os momentos de devaneio, o olhar perdido pela Mountjoy Square – meu jardim, a melhor vista que eu poderia ter.


O banheiro

O piso quadriculado (que quase me fez dar um pulinho quando o vi pela primeira vez), as prateleiras românticas -cheias de produtos brasileiros, franceses, coreanos (e até thecos agora), o espelho modernoso, o chuveiro futurista, o tapete listrado. Banhos com o meu namorado, mesmo com ele longe. Banhos com trilha sonora alta. Lugar onde eu recapitulava os momentos do dia, relaxando na ducha quentinha. Dias em que eu me refugiei do mundo ali, único local privado da casa.


O corredor

Suas 5 portas quase sempre fechadas, os dois guarda-roupas, as malas em cima deles, a máquina de lavar, o sabão em pó e o amaciante. E só! A única parte da casa sem personalidade, que não diz muita coisa. Mas era só abrir o meu guarda-roupa e ele me dizia tanta coisa! Me lembrava de pessoas, me lembrava de lugares, me lembrava de quem eu sou.


A sala

O papel de parede, o sofá vermelho, o sofá branco com a manta gostosa e as almofadas cor-de-rosa, a pintura de Matisse na parede, a luminária torta, a mesa de centro colorida (e bagunçada, por mais que eu tentasse arrumar), o varal com roupas para secar. Local de tantas reuniões, almoços, conversas no Skype com o namorado nas madrugadas, para não acordar as colegas. Lugar de dormir e de acordar. Quarto dos amigos que estão de passagem. Lugar de compartilhar comida, experiências, risadas e choros.

A cozinha

O papel de parede, a mesinha no meio do nada, as banquetas lindas, a pia minúscula que me irritava, o fogão poderoso, o Kettle que mudou a minha vida, a torradeira nojenta, os temperos malucos escritos em coreano, os copos com cheiro de menta, a geladeira com cheiro duvidoso. Local de minhas experiências culinárias, onde ficou muito claro para mim que cozinha, assim como intercâmbio, é também sobre saber improvisar e usar a imaginação. Onde aprendi a fazer ratatouille e pan perdu. Onde deixei a comida queimar e salguei demais o creme de espinafre.


O hall

O teto decorado, os lustres, os arcos, a porta vermelha. Tão georgiano e lindo ao meu alcance todos os dias. E como eu nunca cansava de me maravilhar com essa visão de boas vindas e sempre pensava mentalmente “preciso fotografar isso”.

As flatmates

E eu morei com uma alemã, com duas francesas, uma brasileira, com uma sul-coreana e alguns dias com uma eslovaca. E, levo um pouquinho de tudo o que aprendi com todas elas. Que as coisas no geral são muito mais baratas na Alemanha. Que os franceses comem cogumelos até puros. Mas que sabem fazer muitas receitas maravilhosas com eles também. Que comer pão com chocolate faz bem para a saúde. Que na Coréia, o seu tipo sanguíneo determina a sua personalidade. E que o fato de que eu e meu namorado queremos visitar Kutna Hora na República Tcheca é surpreendente.

As obrigações

De aluguel, 290 euros mensais. De internet, 10 euros mensais. De produtos de limpeza, 5 euros mensais. De eletricidade, mais ou menos 60 euros bimestrais.

Os problemas

A agenda semanal de limpeza que nunca saiu da porta da geladeira. O bom senso de lavar as louças depois de usar, que sempre foi fruto de discórdia interna. A menina que coleciona copos. A comida da menina que empesteia a geladeira e faz você ser obrigado a jogar fora a sua margarina e cream cheese. A menina que lava roupas todas as noites. A menina com 3824 amigos que fazem bagunça. A menina que precisa de 15 shampoos diferentes para ser feliz. A menina que tem a bagunça como um hobbie. Sim, eles atrapalharam a convivência, me deixaram irritada por vezes. Mas sempre relevei, tentei contornar. Afinal, viver é saber ceder, não é?

E assim, eu levo as boas lembranças, as fotos, a experiência, tentando não pensar no que estou deixando para trás, mas sim no que vem pela frente.

Adeus, flat mais lindo de Dublin. Um dia, quando eu tiver a minha casa, ela será muito parecida com você. Afinal, você é muito parecido comigo s2

P.S.: Ansiosa. Ansiosa. Ansiosa.

P.S.: Arrumei a mala e FUDEU! Comprei tanta coisa aqui que, além da mala, levo cinco sacolas grande cheias com o que não coube. Como faço para voltar para o Brasil, gente? =S

P.S.: É tão triste saber que a minha felicidade te deixe infeliz.

See you!

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Commuting 2: de casa para o trabalho

Olá!

Retomando a série Commuting, hoje é dia de apresentar o caminho de casa para o trabalho. São mais de 4 km (só a ida), que faço em 40 a 45 minutos, dependendo do dia, da minha disposição e se estou atrasada ou não =P

Esse caminho não será mais utilizado muito em breve e eu conto ainda essa semana o motivo. Mas é bom, fiquem sabendo =)

E lá vamos nós!

1) Porta do meu prédio (*___*) e pedaço da janela do meu quarto à esquerda.


2) Virando à esquerda na Mountjoy Square e seguindo em frente.


3) Chegando na Fitzgibbon Street, onde fica a Garda Station em que eu fiz o meu Police Report.


4) Virando à direita na North Circular Road, uma avenida gigantesca que passa na rua de trás de casa.


5) Mais uma vez, virando à direita na Ballybough Road, que eu já ouvi dizer que é uma das ruas mais perigosas de Dublin >.<


6) Passando por dessa “mini-ponte” com a vista do Croke Park Stadium, o segundo maior da Irlanda. Sempre tem gente voltando de shows (recentemente, Red Hot Chili Peppers) e jogos (o último no domingo, final de futebol gaélico – Dublin x Meath) por aqui ^^


7) Com algumas cenas meio decadentes no caminho. É, acho que não é uma das ruas mais perigosas de Dublin à toa =P


8) Passando por esse canal bem sujo mas que, às vezes, conta com algumas visitas especiais (vindos não sei de onde). Sim, são cisnes!


9) Virando à direita na Fairview Strand, onde a paisagem começa a ficar mais bonita!


10) Com essa linda igrejinha católica, a Church of the Blessed Virgin Mary, que tem um significado especial para mim ^^


11) Chegando, finalmente, na Marino Mart Road – o único trecho do trajeto com comércio. Ao lado, é possível ver o Fairview Park – gigante e que eu AINDA não conheço.


12) Gente, como é difícil passar por aqui, sentir o cheiro de comida  e resistir *_____*


13) Cruzamento da Marino Mart Road com a Howth Road. Vamos virar à esquerda aqui ^^


14) Essa igreja presbiteriana, muito linda também, fica logo no começo da Howth Road. E é tão alta que dá para ver a sua torre de bem longe…


15) Continuando na Howth Road, que toma cerca de 1/3 total do trajeto!


16) Com esse muro quebrado que apareceu do dia para a noite =P


17) E esse pub charmosinho (que eu nunca fui).


18) Chegando nessa viela que não aparece nem no mapa, mas que ajuda a cortar o caminho =P


19) E, finalmente, chegando ao destino final na Stiles Road, na casa de porta verde, bicicletinhas no quintal e…


20) Bebés maravilhosos que deixam essa Au-pair aqui boba e apaixonada s2 (Berto, the Berto na foto!)

Cheers!

Porque tamanho é documento sim

Hello!

Eu sempre falo bem dos lugares que visito aqui na Irlanda, não é? Das duas, uma: ou tudo é muito legal ou eu sou boba demais e vejo beleza em tudo. Bom, nesse final de semana, tive a comprovação de que acho que eu não sou boba, não senhor e que nem tudo é legal por aqui.

Já comentei que quase não resta muito mais de inédito para visitar aqui em Dublin. Então sobrou para o final o que é meio duvidoso mesmo. Mas resolvi dar uma chance, apesar de lá no fundo, eu ter as minhas dúvidas se os 8 euros da entrada valeriam a pena.

E lá vamos nós, eu, Marion, Aline, Yujin e Melissa, ao National Leprechaun Museum, Jervis Street, Dublin 1. Era uma tarde de domingo das mais preguiçosas e eu não queria ficar em casa de jeito nenhum. Tanto que topei ver o Museu dos Leprechauns ¬¬

[Leprechaun, para quem não conhece, é o famoso duende irlandês, de barba vermelha, roupa verde, da história do arco-íris e pote de ouro]

A proposta do museu é interessante, falar sobre a história desse e de outros personagens da mitologia irlandesa. Daria muito pano para manga, com muitas instalações legais, transformando em realidade essas lendas fantásticas! Falar sobre os Leprechauns, sobre as fadas, sobre as lendas dos celtas, ai, ai. Posso criar um projeto para uma versão 2.0 desse museu? >.<

Enfim, eles abordam muito pouco sobre o Leprechaun, fazendo mais piadas do que qualquer outra coisa. A guia só falou depois sobre as fadas, muito resumidamente, no “reino das fadas”, que não passava de uma sala com projeções luminosas na parede. Ela até contou uma lenda antiga irlandesa, mas de um jeito tão desbocado que, mesmo com o ambiente de floresta e os tocos de árvore pra gente sentar, não deu para entrar no clima.

A única coisa legal são os móveis gigantes (em uma parte da exposição em que “encolhemos magicamente” como diz a guia), porque é uma comédia ver o povo fazendo cada coisa para conseguir subir neles (incluindo a gente, claro) =X

É… Com esses 8 euros eu teria comprado umas 6 latas de Guinness, o que me faria ver vários Leprechauns e encontrar todos os potes de ouro escondidos na Irlanda =)

See you, lads!

Quem te viu, quem te vê, verão!

Olá!

Sim, finalmente, após tanto tempo e nenhuma esperança restante, chega o verão a esta ilha gelada e chuvosa! E nada melhor do que aproveitar isso pegando um solzinho por aí =)

Sábado, entre umas e outras

Acontece que eu tive que trabalhar no sábado à tarde, para divulgar um menu especial no horário do jogo de futebol. Só que eu odeio perder o meu pouco tempo livre para conhecer a cidade, então decidi me esforçar ao máximo para aproveitar o dia. E quase morro, mas valeu a pena ^^

Hugh Lane – Gallery of Modern Art


A Hugh Lane Gallery foi fundada graças a doação do colecionador de arte Sir Hugh Lane em 1905. Porém, Dublin não tinha onde alocar as preciosidades e, por um tempo, a National Gallery de Londres foi escolhida como morada das pinturas. E eis que, nesse meio tempo, Sir Hugh Lane falece e a questão ficou meio complexa pois, mesmo que agora Dublin tenha encontrado um local digno, Londres não quer mais se desfazer da coleção. E a solução foi dividir o acervo, mas sem repartir ao meio, pelo amor de Deus! Os quadros ficam cinco anos em cada museu. E ainda bem que esses são os cinco anos de Dublin ^^

Olha as preciosidades que encontrei por lá:

Tuileries Garden – Edouard Manet


Porque eu adoro retratos de Paris em outras épocas, com gente, roupas, costumes diferentes. E impressionismo é impressionismo. E Manet é Manet. Lembrei de você, para variar, Carmenio José. Sei o quanto você gosta de Manet ^^

Boulevard de Clichy – Pierre Bonnard


Mais uma cena de Paris em outra época. Mas essa foi especial, porque mostra a Sacré Couer, a minha primeira descoberta em Paris ^^

Tea in Garden – Walter Frederick Osborne


Quer cena mais convidativa para tomar um chá do que essa? Como dá vontade de se reunir a essas pessoas, embaixo da árvore, protegidos do sol, para tomar uma xícara de chá…

Melodeon Player – Jack B. Yeats


Confesso que fiz confusão com Yeats. Acontece que existem dois Yeats irlandeses, talentosos e famosos e eu pensei que o escritor e o pintor fossem a mesma pessoa, mas não. Enfim, o trabalho do Yeats pintor anda me chamando a atenção nas galerias por aí.

Garden Green – Norah Mc Guinness


Gostei da simetria, das formas geométricas e do verde desse quadro. Perdi um tempo nele…

Sister – Shanaham


Não, eu não errei a imagem. Esse é o quadro mesmo. E não, eu não gostei. É só para mostrar que, estando em uma galeria de arte moderna, você está sujeito a “obras de arte” como essa. Poxa, alguém me explica o que tem de “Sister” nisso? O.O

Southern Window – Le Brocqui

Achei um quadro romântico e me lembrei das minhas avós, atarefadas nos seus afazeres domésticos, com florzinhas em suas janelas. s2

Sir Hugh Lane – Antonio Mansini

Olha ele aí, Sir Hugh Lane! Gostei muito desse quadro, é imponente e enooorme! 

Francis Bacon Studio


O espaço é uma recriação do estúdio utilizado pelo pintor Francis Bacon. Não conhecia o trabalho dele, sinceramente acho que não é para mim, mas gostei do caos do estúdio e de sua definição sobre ele, dizendo que precisava de caos para conseguir viver e criar. É o oposto de mim, mas a cena é impressionante =)

Iveagh Garden

O Iveagh Garden é um jardim difícil de ser achado, longe da minha casa e que tem o St. Stephen’s Green por perto para ocultar o seu brilho. Porque raios eu fui para lá então, em um dia tão corrido como sábado? Porque eu estava curiosa, oras! E fui recompensada =)

O jardim foi criado por Ninian Niven em 1860 e pertencia à Clonmell House, residência do Lord Chief of Justice. Ele tem algo de jardim secreto, talvez por ser tão escondido e por não ter turistas barulhentos. Por lá, você encontra pessoas tomando um sol na grama, lendo livros, passeando com cachorros ou crianças, almoçando. Quer coisa mais europeia?

E lá eu fiquei, tomei meu iogurte com bolachas (almoço de sábado) e dormi na grama, de frente para essa cachoeira linda. É, foi foda levantar para ir trabalhar depois de tudo isso! ^^

Domingo, vamos a la playa

Desde que comecei a pesquisar sobre a Irlanda e suas cidades, tive uma certeza: eu vou visitar Bray apenas no verão, em um dia de muito sol! Tudo bem, isso não fez muito mais sentido depois que descobri que a Irlanda tem praias muito melhores, mas ainda assim, um dia de verão, com sol, em Bray, vale a pena.

Bray é uma cidade no condado de Wicklow, um dos 26 da República da Irlanda. Ou seja, essa foi a nossa primeira viagem para além do condado de Dublin *___*. A cidade já foi muito popular e um reduto para os ricos da Irlanda passarem os dias ensolarados (e a lua-de-mel, como me disse Bepi – o pai dos meus trigêmeos >.<). Hoje em dia, sua popularidade não é lá essas coisas, mas é bonito do mesmo jeito ^^

E lá vamos nós, Matheus (um dos guris), Aline, Marion (nossa nova french flatmate – uma doçura de pessoa) e eu, parando no mercado para comprar coisas para comer, pegando 40 minutos de DART (a CPTM de Dublin, só que eficiente) e chegando naquela praia sem areia, com pedras, crianças e um cachorro.

Tudo parecia perfeito, tirando o fato de que eu peguei (pela segunda vez) uma virose dos meus bebês (quem acha que eu deveria começar a receber taxa de insalubridade levanta a mão!). E lá vou eu pra praia com dor no corpo, sem conseguir ingerir nada sem enjoar, mole e tonta. Só consegui dormir na areia e escalar metade de uma pilha de pedras, fato pelo qual até agora recebo zoações da Aline -.-

No final do dia, passadinha no Burguer King na O’Connell Street, onde finalmente consegui comer um lanche de frango, minha única refeição do dia. Mas foi tudo bom, mesmo assim =)

Segunda-feira, quebrando a rotina

Só para constar e registrar, graças a Marion – que é fã de Tim Burton como eu – fomos ao cinema assistir o novo filme dele, Dark Shadows. Olha o trailer ^^


Sabe, é isso que eu gosto. Gente nova, trazendo quebra de rotina, informações e histórias novas, palavras em francês, opiniões sobre o Sarkozy e a Carla Bruni. Seja MUITO bem vinda, amiga nova =)

Até mais!

Commuting 1: de casa para a escola

Commuting, by Oxford Dictionary: a regular journey to and from a place of work or study.

Olá!

Vou apresentar a vocês os meus caminhos de todos os dias, tanto para a escola, como para o trabalho 1 e trabalho 2. Apresentarei as ruas, as curiosidades, o que me chama a atenção e me distrai nesses mais de 60 km semanais de commuting.

E comecemos pelo caminho de casa para a escola!

1) Porta do meu prédio (*___*) e pedaço da janela do meu quarto à esquerda.

2) Vista da porta de casa – Mountjoy Square – o nosso jardim, por assim dizer ^^

3) Chegando na Gardiner Street Lower, uma beleza para descer, um martírio para subir. Do outro lado da rua sempre há cartazes de filmes, shows e concertos, que eu adoro ficar olhando =)


4) Cruzamento da Gardiner Street Lower com a Parnel Street, no farol que demora 43 minutos para abrir, sempre que estou atrasada  ¬¬

5) Entrando na Parneel Street, avenida importante aqui em Dublin. No detalhe, ciclovia e ciclistas, sempre presentes ^^

6) Mas essa é a parte “Chinatown” da Parnel Street, com muitas lojinhas chinesas de comida, eletrônicos e demais artigos suspeitos. o.O

7) Virando à esquerda na Malborough Street, compriiiiida rua =)

8) Temos uma grande empresa aqui, com engravatados pela manhã. Temos um supermercado Centra, com cheiro bom na hora do almoço. Temos a St. Mary’s Pro-Cathedral, que eu já visitei. Temos o departamento de educação e habilidades.

9) Passando pela Talbot Street, com a visão incrível do Spire – assim, logo cedo s2

10) E passamos também pela Abbey Street, uma das ruas por onde o LUAS (rápido, em gaélico) passa. Por aqui, eu sempre pego o meu jornalzinho Metro, na faixa ^^

11) E, finalmente, chegamos ao Rio Liffey! Virando à esquerda, estamos na Eden Quay – rua da minha escola. Sim, eles estão construindo uma nova ponte, o que atrapalha a paisagem e as aulas de listening ¬¬

12) Os tipos estranhos na foto são os famosos Nackers (ou trouble-makers, como o Ciaran ensinou que é o jeito educado de dizer). Alguns dizem que são desempregados, outros que são vagabundos e drogados, outros que são ladrões. Não sei o que dizer, mas só sei que eles quase sempre usam roupas e tênis de esporte. Engraçado, né? Sim, mas não olhe com força para eles – sejam homens, mulheres ou crianças – e guarde o celular e demais dispositivos eletrônicos na bolsa e segure a alça com força, quando passar por um grupo como esse. >.<

13) Finalmente, chegando na Eden School of English, local das minhas aulas diárias de inglês.

See you!

Desbravando Dublin – Norte do Liffey

Dublin, como a maioria das cidades européias, é cortada por um rio – o Liffey. Ele nasce em uma montanha no condado de Wicklow e percorre cerca de 125 Km pelos condados de Wicklow, Kildare e Dublin, antes de desaguar no mar da Irlanda.

Rio Liffey, visto da O'Connell Bridge

Sendo assim, uma forma eficiente de conhecer a cidade (e que eu pretendo usar) é se basear pela divisão que o rio proporciona. Então, vou sempre usar essa divisão para me referir à localidade que desbravei.

E comecemos pelo Norte do Liffey =)

O marco inicial dessa região é a O’Connell Street, a mais famosa avenida de Dublin. Ela foi concebida para ser uma área residencial, no projeto do aristocata irlandês Luke Gardiner, que a idealizou em meados do século 18. Mas com a construção da Carlisle Bridge, hoje O’Connell Bridge, o plano foi por água a baixo, já que isso transformou a avenida na principal ligação norte-sul da cidade, trazendo movimento, comércio e bagunça.

O' Connell Brigde

Ela foi palco de grandes acontecimentos políticos também. Foi aqui que aconteceram as batalhas do Levante da Páscoa, em 1916, o primeiro movimento concreto dos irlandeses pela independência. Muitos de seus edifícios foram destruídos nestas batalhas.

Hoje, ela (juntamente com os seus arredores) é um grande centro de compras e entretenimento, com lojas, restaurantes, cinemas e teatros. É incrível andar por seu largo calçadão, cheio de árvores peladas, prédios fascinantes, lojas sedutoras e pessoas correndo pra lá e pra cá. Passamos por ela todos os dias, já que a nossa escola fica por ali =)

Foto com grafismos naturais =P

Com relação a monumentos, a O’Connell Street tem vários interessantes. Começando pelo monumento a Daniel O’Connell, que dá o nome à avenida, um grande político e herói nacional responsável pela defesa e conquista da emancipação dos católicos, que sofriam oprimidos e sem direitos civis no país. A estátua possui o O’Connell no topo, cercado por quatro figuras ao seu redor, representando o patriotismo, coragem, eloqüência e fidelidade.

Monumento a Daniel O'Connell

Logo após (e muito antes, depois e dos lados), podemos ver o Spire, uma grande agulha de aço com 120 metros de altura. Seu nome oficial é o Monumento da Luz e foi concebido no plano de revitalização da O’Connell Street, que aconteceu no final dos anos 90. Ele é considerado a maior escultura do mundo e muda de cor durante o dia, de acordo com a intensidade do sol. Por enquanto, só a vimos com bastante sol. Mas parece que, ao anoitecer, ele vai ficando meio rosado e, à noite, fica completamente iluminado =)

The Spire of Dublin

Sabe, eu sou meio contra esse tipo de instalações modernas em cidades tipicamente clássicas e antigas. Mas tenho que admitir que o Spire me conquistou. É absolutamente incrível chegar bem pertinho dele e olhar para cima. Parece que ele não termina nunca! Você tem a impressão de que ele é infinito!

Ao infinito e além =)

Em uma das suas ruas adjacentes, a Henry Street (que eu adoro, pois tem inúmeras lojas e restaurantes fofos), temos uma estátua do James Joyce, um dos grandes escritores irlandeses, autor de Dublinenses e Ulisses. É muito simpática a estátua, dá vontade de abraçar!

Nos arredores da O’Connell Street, temos inúmeros edifícios históricos. Ainda não vimos todos, começamos por aqueles que são gratuitos. O primeiro que vimos foi o Rotunda Hospital, a primeira maternidade criada na Europa para este fim. O prédio é lindo e diz-se que a capela possui vitrais maravilhosos. Não conseguimos entrar neste dia, mas eu ainda verei esses vitrais, ah verei. Atualizo vocês =)

Rotunda Hospital

Em frente ao Rotunda Hospital, temos o Conway’s Pub, que alega ser o mais antigo de Dublin (já pesquisei e vi que não é, não senhor). Mas o interessante é que os pais geralmente ficavam neste pub para esperar suas mulheres terem os bebês. Dá para acreditar?

Mentira!

A última parada do dia foi a St. Mary’s Pro-Cathedral, uma das poucas igrejas católicas que os protestantes se dignaram a construir no século 17. O projeto é do arquiteto Sir William Robinson e um fato interessante é que o Arthur Guinness (sim, ele mesmo, o criador da amada cerveja) se casou ali em 1761.

Fachada simples, se comparada a outras catedrais por aí...

Ela é pequena e bem modesta por fora (sabe como é, os católicos não eram populares naquela época), mas o seu interior é surpreendente. Acima do altar, podemos encontrar um relevo em gesso que representa A Ascensão de Cristo. Como toda igreja católica europeia, o ambiente é austero e silencioso. Mas eu curto, parece que você está voltando no tempo =)

A Ascensão de Cristo

Voltando para casa, sempre passamos por um outro ponto interessante, a Ha’Penny Bridge. Ela foi construída por John Windsor, um serralheiro da Inglaterra, em 1816. Antes dela, as pessoas tinham que fazer esse trajeto via balsa, que era cobrado. E, sendo assim, a travessia por ela também passou a ser cobrada (até 1919), no valor de half penny (meio centavo) – ha’penny – que deu origem ao nome dela. Ela é super romântica e você pode observar o Liffey e o por do sol de lá, com uma vista inesquecível!

Venta MUITO aqui!

Ufa. Acho que fique mais cansada de escrever tudo isso, do que de bater as pernas por todos esses lugares >.<

Mas ainda não terminou, temos muito a ver no Norte do Liffey. E ainda tem o sul, o leste, o oeste…. Hey Dublin, aqui vamos nós =D

P.S.: Amanhã, visita programada à fábrica da Guinness *_______________*

A odisséia da procura por apartamentos

Hi, everyone!

Mais uma vez, perdi o timing do post, mas a vida anda corrida por aqui com essa busca por apartamentos. É muito difícil encontrar duas vagas disponíveis no mesmo quarto, somando o fato de que queremos ficar em Dublin 1 (a cidade é dividida por números) – que é onde fica a nossa escola e o centrão da cidade, não queremos morar com brasileiros e não queremos pagar muito. Almost impossible. Almost =)

Primeiro visitamos um studio, para ver se seria uma boa opção só para nós duas. Mais privacidade, sim. Menos prática no idioma, sim. O landlord foi simpático, mas o studio era minúsculo, velho e em uma rua estranha. Perda de tempo.

Depois, encontramos uma vaga para agora e outra para daqui um mês em um LINDO flat, com inúmeros pontos positivos: meninas de outra nacionalidades, pé direito alto, portinha vermelha, todo equipado, papel de parede com passarinhos. E poucos pontos negativos: é meio caro, pelo pequeno espaço e uma de nós teria que dormir no sofá até a outra cama ficar livre. Mas, como sabíamos que estava difícil, fechamos e demos 20 euros de sinal. A responsável pelo apê, Yujin (sul-coreana) só ficou de confirmar com as flatmates (francesa e alemã) se tudo bem e nos ligaria. Saímos felizes e contentes.

Acontece que agora há pouco, por uma feliz ou infeliz coincidência, ao procurar no site as fotos do apê da Yujin para mostrar aos meus pais, encontro um flat na mesma rua, maior e mais barato, com um quarto do jeito que queremos disponível para já. Sheet. E agora? Liguei para ver o que rolava. E rolou, a Christy (não entendi a nacionalidade dela) me disse que poderíamos visitar. E vamos amanhã >.<

Ó duvida cruel! Será que acabaremos sendo malvadas com a Yujin, que foi tão legal com a gente? É mancada ir lá buscar os 20 euros e dizer que não queremos mais? Ou deixamos os 20 euros lá e nunca mais aparecemos? Opinem, estou meio desesperada com a dúvida =(

Amanhã eu conto o desfecho da história!

P.S.: Finalmente, fizemos algumas coisas de turismo \o/
Para não misturar as bolas, conto tudo em outro post.

See you!