Irlanda do Norte #Dia 1

O dia começou bem, com aquela sensação maravilhosa de acordar cedo por um dos únicos motivos que não te faz querer voltar para a cama: viajar! Tomei um café reforçado, peguei a minha trouxa e fui para o ponto de ônibus. Quando cheguei na Conolly Station (a principal estação de trem de Dublin, para trajetos entre cidades, condados e país – no singular mesmo, lembrem-se de que estamos em uma ilha!), a Tami já estava lá, mochilão nas costas, passagens de trem na mão.

E lá vamos nós, plataforma 2, vagão G, assento 58 e 60. Ficamos de frente uma para a outra, com uma mesa entre nós. E a viagem durou 5 minutos, de tanto o que conversamos! Sobre a vida em Dublin, sobre família, relacionamentos, sobre publicidade e marketing (é, ela é minha colega de profissão também ^^), tudo menos a viagem propriamente dita e, quando chegamos em Belfast, tínhamos apenas um esboço inicial do planejamento dos próximos dias. Erro 1! Com isso, perdermos muito tempo no primeiro dia para pesquisar o que fazer: passeios do dia, se alugaríamos um carro ou não, qual tour escolher, dormir em Derry ou não dormir em Derry – – eis a questão.

Desembarcando na Central Station em Belfast, a primeira emoção. “Ah, você não trouxe o passaporte, Tami?”. E enquanto eu imaginava cenas terríveis da pobre coitada tendo que voltar para trás com mala e tudo, passamos pela catraca, pelos guardas, pela porta, sem nenhuma pergunta sobre quem éramos e o que ali fazíamos. Gente, mas eu queria TANTO um carimbo de vocês no meu passaporte, poxa! Nem parecia que estávamos entrando no Reino Unido, tamanha a falta de controle! Mas é melhor assim, a Tamis continua =)

Enquanto olhávamos os displays da estação atrás de mapas de Belfast (e não encontramos um decente, acredita?), chega um funcionário – já senhor e com os dentes dignos de um típico irlandês (Perdão, chefes! Estou excluindo vocês dessa, ok?) dá a primeira boa notícia do dia! “Ah, o nosso bilhete de trem dá direito a pegar o ônibus para o centro de graça?”. Que beleza! E do ônibus eu tive a primeira impressão de Belfast, que foi: “Caramba, isso tudo parece muito com Dublin”. Mas a primeira impressão em viagens nunca é a correta, eu posso dizer. Falemos mais sobre isso depois.

Chegamos ao The Linen Hostel, Kent Street, Cathedral Quarter, ao lado da Central Library. Bem localizado, recepção descontraída, gente de tudo quanto é tipo, bem hostel mesmo. Pagamos, deixamos as malas na recepção (é, muito cedo para o check-in), pegamos as câmeras e bora bater perna, ainda sem um plano do dia. Erro 2. Não dá para sair sem rumo assim, se você quer otimizar a sua viagem. Você fica perdido, perde o horário das coisas, toma decisões burras.

Enfim, lá fomos nós para a atração mais óbvia de todas, o City Hall, o prédio mais famoso de Belfast. Ainda não vou comentar sobre ele porque, no final das contas, a visita não foi concluída neste dia. É, chegamos, tiramos fotos da fachada (muito safadas, porque o sol estava raiando de uma forma que eu não vejo desde que deixei o Brasil, e era luz de mais para capacidade de menos da minha câmera). Entramos, opa, que salão bonito! Opa, tem um tour começando agora! Que beleza, vamos nos juntar. Ouvimos os primeiros cinco minutos, até a hora em que a multidão se dirige à escadaria e vemos um senhor recolhendo bilhetes numerados. Ah, deveríamos ter pego a senha… Ah, não dá para pegar agora? Tudo bem, pegamos a senha para o próximo tour e vamos bater mais perna enquanto isso. E tá aí uma coisa que eu não gosto em viagens: deixar lugares pela metade =S

Na mesma rua, encontrei a Linen Hall Library, que li em um dos guias que era “o tesouro secreto de Belfast”. Ela foi fundada em 1788 e o seu nome vem da grande fama de Belfast como produtor de linho. Foi bem legal, para quem ama uma biblioteca como eu =P Ela é bonita e tem uma escadaria incrível! Além dos livros expostos, rolava por lá uma exposição de cartazes políticos – impressionantes, interessantes, tristes.

Como ainda tínhamos que resolver a ida para a Giants Causeway e Derry, fomos à estação de ônibus descobrir os horários e em busca dos vendedores de guia nas ruas, para barganhar um preço bom. E deu certo, fechamos um tour para o dia seguinte para Giants + Rope Bridge + Diversas paradas fotográficas no caminho + 3 dias de ônibus-city tour por 20 pounds cada uma. E a visita para Derry pré-agendada para sábado. É, a ideia do carro ficou para outro dia… E o medo de dirigir na mão invertida, em plena costa e penhascos?

E a fome bateu, após todas essas negociações. Procurarmos algum lugar com menu de almoço, como tem em cada esquina em Dublin. É, mas aqui não é Dublin, lembra? Sem nada em vista, fomos ao Victoria Square, um lindo complexo de lojas e entretenimento construído recentemente, no lugar de prédios horríveis! Optamos por comer no Fridays, que eu sempre tive vontade de conhecer e porque um hamburguer gordo (e caprichado, como não comia desde que deixei minha querida São Paulo) era tudo o que precisávamos.

A decoração do lugar é linda, pau-a-pau com o Zé do Hamburguer (s2). Um belo mushroom hamburguer e um chocolate fudge cake with ice-cream depois, estávamos 5 minutos atrasadas para o tour do City Hall, que perdemos. E sim, pegamos o bilhete para o próximo, dali a uma hora. É quando a Tami me conta sobre um fato que eu desconhecia, que o museu do Titanic é tão concorrido que tem gente que não consegue visitar. Gente, para tudo! Se eu não for nesse museu, volto pra casa AGORA! E lá vamos nós para o Titanic Quarter, onde o museu é localizado, para reservar a nossa entrada.

O Titanic Quarter, como o nome diz, é o quarteirão onde estão localizadas as atrações relacionadas ao Titanic em Belfast. Sim, ele foi construído lá entre 1909 e 1911 pela empresa irlandesa Harland and Wolff, sob encomenda da empresa inglesa White Star Line, que operava diversos navios na época. A região é linda, perto do mar (#Óbvio!), com prédios modernos, pontes, monumentos, navios gigantes e muitas coisas relacionadas ao Titanic: as rampas onde ele foi construído, a doca de onde ele foi lançado e, o mais sensacional de todos, o museu.

Na minha opinião, ele é tão megalomaníaco como o próprio Titanic! E lindo! E surpreendente! É, se eu tiver que escolher uma atração favorita em Belfast, eu voto nesse museu. E não é porque eu sou daquelas viciadas na história do navio (ou no filme) não, viu? É porque é, na boa, um dos melhores museus que já fui na vida! *____________*

Ele foi projetado para possuir a mesma altura do Titanic (53.3 metros) e o seu design é inspirado na proa do navio. Ele foi aberto em 31 de Março de 2012, quase 100 anos após a viagem inaugural do Titanic, no MESMO local. Legal, não é? É muito impressionante ficar olhando para aquele tamanho de prédio, imaginando o tamanho de navio que estava ali há 100 atrás. E o dia estava lindo, quente, com um vento gostoso! Inesquecível =)

A exposição é dividida nas seguintes sessões:

Boomtown Belfast

No começo do século 20, Belfast estava vivendo curtindo o maior boom de sua história. A cidade era líder global em engenharia, construção naval e fabricação de linho, e a Harland e Wolff se tornou, simplesmente, a maior construtora de navios do mundo. Era o momento certo para construir navios do porte do Titanic e Olympic, seu gêmeo (que não afundou #Ufa e trabalhou por mais de 25 anos e foi usado até como meio de transporte para tropas militares durante a Primeira Guerra Mundial). Essa contextualização é muito importante para as próximas sessões =)

Shipyard

Em 1908, duas rampas gigantes foram construídas para comportar o Titanic e Olympic, os maiores navios do mundo. Essa era o “Shipyard” da Harland and Wolff e na exposição é possível fazer uma verdadeira visita, por meio de um “carrinho de montanha russa”, que nos leva para a base construção, onde ficavam as turbinas e, por meio de efeitos visuais, é possível ouvir o barulho que era ali, ver a fumaça e os homens trabalhando (cara, eles batiam os pregos de aço na mão!). Descobrimos também que a taxa de acidentes e mortalidade era alta durante a construção de um navio, já que eles não tinham quase nenhuma medida de segurança.

The Launch

Em maio de 1911, o lançamento de Titanic foi acompanhado por 100 mil pessoas (um terço da população da cidade) e foi um evento super importante. Podemos ver vídeos e fotos reais desse momento e descobrimos um fato engraçado: foram necessárias muitas toneladas de sabão e gordura para fazer o navio deslizar das rampas de construção e entrar finalmente na água =P

The Fit-Out

O Titanic foi o navio mais luxuoso e elegante do mundo, com acessórios, móveis e alimentos para rivalizar com os melhores hotéis. Nessa sessão, vemos todo o trabalho que foi feito do lançamento até a viagem inaugural, como a decoração das cabines (com réplicas de cada uma das três classes disponíveis no navio), como era a tapeçaria, a porcelana e os móveis. Além disso, uma animação SENSACIONAL nos conduz em uma viagem desde as salas dos motores, subindo pelos corredores das cabines, restaurantes, grande escadaria, sala do capitão, decks. Vi a animação umas duas vezes, de tão maravilhosa que era *___*

Maiden Voyage

Belfast, 20:00, 2 de abril de 1912 foi o começo da primeira e única viagem do Titanic. Ele recolheu passageiros em Southampton – Inglaterra, Cherbourg – França e Queenstown (Cobh) – Irlanda antes de atravessar o Atlântico, com destino ao Chelsea Pier no West Side de Manhattan, Nova York. Descobrimos fatos sobre os passageiros a bordo, sobre a tripulação, sobre a quantidade de comida e bebida a bordo. E vamos chegando perto da parte triste =(

The Sinking

Aproximadamente às 23:40 de 14 de abril, em uma noite calma e sem lua, o Titanic foi em direção a um iceberg em quase toda a velocidade (21 nós), criando uma abertura de 90 m (300 pés) de comprimento abaixo da linha de flutuação. Duas horas e meia depois, ele afundava abaixo da superfície do gelo do Atlântico Norte, com a perda de mais de 1.500 homens, mulheres e crianças. O horror daquelas horas finais são retratados por meio de efeitos sonoros e visuais, além de painéis aterrorizantes com a reprodução das conversas entre o operador de telégrafo do Titanic e de outros navios próximos, pedindo ajuda, até o momento em que eles param de responder.

The Aftermath

O naufrágio do Titanic foi investigado na Inglaterra e no Estados Unidos. Todos os os detalhes das investigações e reportagens sensacionalistas estão expostos e, enquanto passeamos pela sessão, ouvimos entrevistas, depoimentos, lemos notícias. É possível ver uma reprodução do bote salva-vidas – o calcanhar de Aquiles do Titanic e responsável pelo baixo número de sobreviventes, já que só haviam botes disponíveis para salvar metade dos passageiros, além de painéis que mostram as estatísticas entre mortos e sobreviventes, com o nome de todos os passageiros.

Myths and Legends

Aqui, vemos todas as muitas histórias, relatos da mídia, lendas e fantasias que cresceram em torno da história do Titanic, com todo o fascínio que permanece até hoje. Vemos posters dos diversos filmes e até a Celine Dion cantando aquela música batida que todo mundo conhece ^^

Visit and Explore the Wreck

“O Titanic está agora abaixo de 13.000 metros de água em uma paisagem levemente inclinada com vista para um pequeno canyon. Não há luz nessa grande profundidade e pouca vida pode ser encontrada. É um lugar calmo e tranquilo – e um lugar adequado para os restos da maior tragédia do mar para descanso. E que Deus abençoe estas almas agora encontrados.” Dr. Robert Ballard, 09 de setembro, 1985

Esse oceanógrafo foi o responsável por descobrir a localização exata do navio e, posteriormente, pelo resgate de objetos (alguns até valiosos). Por meio de vídeos e projeções em alta resolução, nos sentimos dentro do mar, explorando o local do naufrágio, descobrindo objetos, vendo o estado de desintegração do Titanic. E a estimativa é de que ele dure apenas mais 50 anos, quando finalmente, desaparecerá por completo. Triste, não é?

Com o pé doendo de tanto andar, a cabeça zunindo de tanta informação, caminhamos para o hostel. E para lembrar que ainda estamos na Irlanda – mesmo que na do Norte, cai uma chuva assim, do nada. Passamos no mercado (Tescão, mas o mais bonito da história do Tesco!) e compramos coisas para o jantar, café da manhã e lanches para o passeio de amanhã.

Molhadas chegamos ao hostel e fomos ao nosso tão esperado quarto aconchegante. Mas a pena é que ele não era tão aconchegante assim. Aliás, nem cama tínhamos! O quarto (misto, gigante) estava lotado e, em conversa com uma americana na cama ao lado, descobrimos que aqui é assim, não se sabe que cama está desocupada ou não. Enquanto isso, me passa um tiozinho com uma tanga preta, o cofrinho de fora e nós não temos dúvida: vamos reivindicar outro quarto.

Eu não queria mais ficar naquele, mas como sou brasileira e não perco uma oportunidade, cheguei cheia de razão pedindo para mudar de quarto sem custo, já que o hostel é que falhou na entrega do que eu paguei. Sim, mudamos para um quarto menor, com só um homem e acompanhado. Mas, mesmo assim, não era ideal. Camas velhas, banheiro duvidoso, bagunça. É, quem manda querer pagar 8,5 pounds por noite?

Mesmo assim, por lá ficamos, tomamos banho, nos arrumamos para sair, comemos (pão integral com cream cheese, queijo e salame), bebemos Guinness (quente) e não saímos, porque a chuva voltou e mais pesada do que nunca. Na boa? Tudo bem, eu precisava era da minha cama mesmo. Mandei e-mails para a família e o amor (20 pennys a cada 6 minutos, o custo de não levar o seu notebook com você), pus o pijama e deitei na cama, fechando os olhos e vendo operários do Titanic trabalhado, até dormir e sonhar com a Tami me contando sobre uma suposta viagem que fez à Amazônia.

Fazendo compras: Supermercado

Olá!

Ainda não digo o porquê, mas os meus dias de abastecimento nos supermercados estão acabando. E, como essa tarefa fez parte da minha rotina semanal desde a minha terceira semana aqui (quando mudei para o flat), acho importante registrar os destalhes dessa experiência.

A divisão do pão

Como eu e a Aline moramos juntas, comemos as mesmas coisas (quer dizer, quase as mesmas coisas, porque a Aline não gosta do que ela julga com consistência estranha, como cogumelos ou abobrinhas >.<), tivemos a ideia de dividir a nossa comida. Compramos, cozinhamos e comemos juntas. E é uma mão na roda, pois economizamos e dividimos as tarefas.

Criamos um cofrinho (lata de achocolatado vazia =P) e depositamos 50 euros cada uma lá, no começo do mês. No geral, dá certinho. Em alguns meses, onde o excesso de guloseimas se faz presente, precisamos colocar um pouquinho a mais.

Por conta dos horários dos nossos trabalhos (o meu à tarde, o da Aline à noite), dividimos as tarefas de forma que ela fique responsável pelo almoço e eu pelo jantar, incluindo a limpeza das louças. Além disso, ela é responsável pelo arroz (cozinhamos uma vez por semana, para sobrar) e eu pelo feijão (cozido a cada duas semanas). Funciona bem, no geral =)

Os fornecedores

Adotamos o Tesco (fundado em 1929 na Inglaterra), como o nosso principal fornecedor, pois é perto de casa, tem tudo o que precisamos e possui o formato mais parecido com o que temos no Brasil. O preço é bom, mas nem sempre é o menor.

Para alguns itens em específico (Nutella, cogumelos, geléia e mini-muffins) também utilizamos a Aldi (fundada em 1913 na Alemanha) e o Lidl (fundada em 1930 na Alemanha também), que têm produtos mais diferenciados, expostos de um jeito engraçado, não naquelas grandes prateleiras que vemos normalmente, mais em caixas e prateleiras baixas. Fica informal, é legal =)

O que só tem aqui

– Sem choro e nem vela, se quer sacola de plástico, tem que pagar por ela. Não sei como está a situação em São Paulo com relação a isso, mas aqui é bem sério. No começo, demoramos para acostumar, esquecendo a sacola e por várias vezes voltamos carregando as compras na mão >.<

– Se você não quer esperar na fila e não gosta de atendentes, pode usar o caixa de auto-atendimento. É um barato! Você escaneia os produtos, seleciona a forma de pagamento, paga e recebe o comprovante. E para os aproveitadores de plantão, não tem jeito de “esquecer” de escanear algum dos produtos, pois sempre tem um segurança por perto =P

– Produto perto de vencer é mais barato, nas sessões “Reduced to clear”. Particularmente, eu nunca achei nada que valesse a pena, porque sempre tenho a sensação de que chego tarde demais e perco os melhores, mas é interessante a proposta.

Os itens

A lista de compra essencial na casa da Talita e da Aline é:

Arroz, Azeite, Cebola, Alho, Tomate, Alface, Pepino, Batata, Vagem, Cenoura, Espinafre, Brócolis, Abobrinhas, Cogumelos, Iogurte, Queijo ralado (mussarela, já que não existe parmesão ralado aqui ¬¬), Macarrão, Molho de tomate, Creme Fraichè, Salsicha, Nuggets de frango, Nuggets de peixe, Peito de frango, Pão, Leite, Creme de chocolate (a famosa Nutella – que não é Nutella de verdade, mas é mais gostoso!), Geléia, Ketchup, Limão, Achocolatado, Manteiga, Cream Cheese.

Imagina trazer tudo isso para casa nas costas? É, essa é a pior parte do negócio. Afinal, os supermercados são perto de casa, mas tudo fica longe com uma sacola pesada no ombro =P

P.S.: Não compramos produtos de limpeza individualmente, porque aqui em casa opera uma “vaquinha” de 5 euros cada por mês, e a Yujin é responsável pela compra de papel higiênico, detergente, sabão em pó, produtos de limpeza, essas coisas.

P.S.: Só para atualizar, ontem foi a minha primeira visita à Diceys Garden, famosa balada onde o pint é só 2 euros às terças-feiras – local de trabalho da Aline. Porque ontem? Porque os dias de voltar à pé das baladas estão contados e eu precisava ir lá pelo menos uma vez, poxa! Como foi? Depois de 3 pints e conversas engraçadas com os espanhóis malucos que estudam na sua sala, tudo fica lindo! =P

Até mais!

Produtos #Tops sem os quais não vivemos

Hello!

Fazendo um intercâmbio você acaba tendo que fazer muitas coisas que não está acostumado. Uma delas é fazer compras no supermercado. No começo, é difícil, você não sabe o que comprar, quanto tempo vai durar, se o legume está bom ou não. Mas, aos poucos, vai se acostumando e descobrindo alguns tesouros nas prateleiras.

Esses são os nossos produtos #Tops, que não ficamos sem! Pode acabar tudo: leite, pão, arroz e feijão. Mas sem esses, nunca ficamos =)

Geléia de Morango
Preço em euro: 0,99
Preço em real: 2,37
Porque é Top: porque vai no pão, no pudim de arroz e até no sorvete. E tem pedaços de morango e sementinhas *__*


Iogurte Natural
Preço em euro: 0,55
Preço em real: 1,32
Porque é Top: porque eu como com cereal de fibras e mel toda manhã, para fazer o organismo funcionar, sabe? (Activia, quem precisa de você? ¬¬)

Queijo Prato
Preço em euro: 0,57
Preço em real: 1,36
Porque é Top: porque é o melhor queijo do universo! É ridículo de tão barato, derrete com 10 segundos no micro-ondas e vai bem com tudo, de sanduíches a omeletes s2 s2 s2 s2

“Nutella”
Preço em euro: 0,99
Preço em real: 2,37
Porque é Top: não, não comemos a Nutella oficial, porque descobrimos que essa é muito melhor! Comemos TODOS OS DIAS, com pão. E como disse a Aline certa vez: “Poxa, eu fico torcendo para chegar logo a hora de comer o pão com “Nutella”. É, esse é o mais #Top de todos!

Maçãs
Preço em euro: 3,00
Preço em real: 7,26
Porque é Top: porque pagamos só isso e comemos duas maçãs por dia (cada uma) por duas semanas. E o melhor, elas nunca estragam!

Vagens
Preço em euro: 1,29
Preço em real: 3,12
Porque é Top: porque substitui a nossa carne, porque é fininha, porque fica muito boa refogada na panela com cebola e porque agora comemos vagens a cada 2 dias! s2

Sim, comida aqui é muito barato no geral. O curioso é que meus amigos de outros países (Rússia, Espanha, Alemanha e França) dizem que acham a comida aqui muito cara e que em seus próprios países é beeeem mais barato. Dá para acreditar? o.O

P.S.: Final de semana a caminho \o/

P.S.: Hoje ganhei um marmitex com comida irlandesa da minha chefe! Perguntei esses dias para ela: “Hey Margaret, qual é a boa da culinária irlandesa?”. E ela me disse: “Não há boa. Aqui não é um país com tradição culinária, porque o povo era muito pobre antes e quase que só tinha batatas para comer”. Ah, então tá explicado porque eles comem tanta batata assim. Enfim, acho que ela ficou com isso na cabeça e decidiu cozinhar um prato que é meio famoso nos restaurantes por aqui, o “Irish Stew – lamb with vegetables – carneiro com vegetais” e me deu um potão! Fiquei feliz =D

P.S.: Bruna Melo, obrigada pelo termo “Top”. Sabe, sempre usamos ele por aqui e sempre lembramos de você. Você é muito #Top pra gente =)

See you!