Eden School of English

Olá!

Já estava mais do que na hora de falar sobre o lugar onde gasto 4 horas dos meus dias, pela manhã, de segunda a quinta-feira. Sim, sim, com vocês a Eden School of English!

Quando fui fechar o intercâmbio, estava muito preocupada com a questão da escola. Queria um nível bom de ensino, porque o meu inglês já era avançado e eu estava acostumada com uma escola-muito-boa-que-eu-adoro-pra-caralho, a Cultura Inglesa.

Então, segui o conselho da Educnet – a agência que eu fechei – e me matriculei na Eden School of English, uma escola pequena mas com bom ensino e uma promessa de menos brasileiros.

A escolha foi acertada. À primeira vista, pode ser que a Eden não passe uma boa impressão, por conta do prédio antigo e estrutura meio “caseira”. Mas, em termos de ensino, não deixa dúvidas, pelo menos para o meu nível de inglês.

As aulas do Upper-Intermediate são diferentes do resto da escola. Como já temos uma base muito boa de gramática, não perdemos tempo com isso, apenas em revisões ocasionais. Nossas aulas são programadas para melhorar o inglês que já temos, baseado nos pilares de reading (textos quase científicos), listening (enormes, complicados, com sotaques diferentes), writing (lidando com improviso, rimas, vocabulário novo) e gramática avançada (phrasal verbs, principalmente). O material didático é fornecido pela escola, cópias xerocadas de exercícios de livros, para não termos que gastar com isso.

Sobre a questão das nacionalidades da sala, não posso reclamar. Sim, a maioria são brasileiros (7), mas temos russos (3), espanhóis (4), chilenos (1), uruguaios (1) e botswanos (1). Dá uma boa troca de informações culturais, políticas, sociais e gastronômicas =)

O meu professor é o Ciaran, que também é diretor e fundador da escola. Ele é irlandês, tem muita paciência para ensinar e é muito bem humorado. Ele faz toda a diferença nas aulas e sou muito satisfeita com a didática dele ^^

Uma coisa que me deixou feliz e que eu não sabia que encontraria na Eden, são os testes preparatórios para os exames de proficiência de Cambridge e IELTS. Eles são o sonho de todo estudante da língua inglesa e são muito valorizados em faculdades e no mercado de trabalho.

O IELTS é mais fácil, tanto pelo nível da prova, como pelo fato de que você tem o certificado de qualquer jeito, tendo tirado nota boa ou não. Você pode dizer: “Ah, eu tenho 4 pontos no IELTS” e está ok. A desvantagem é que ele só é válido por dois anos.

Já o Cambridge é difícil pra burro! A prova é extensa, cansativa, os examinadores são durões. E é assim, se não atingiu a nota mínima, sem certificado. Mas ele é pra vida toda! No meu nível, o certificado ideal é o CAE (Certificate of Advanced English), mas não tenho expectativas de prestar o exame aqui. Terei que voltar para o Brasil, me matricular na Cultura Inglesa novamente para um curso preparatório e estudar muito. Pra quê? Porque isso pode me conseguir um emprego muito bom em uma multinacional e porque é meu sonho desde que comecei a estudar inglês s2

Então, a cada três meses, as instituições mandam as provas para a Eden e fazemos revisões e as provas. Não vale o certificado, mesmo se tirarmos a nota máxima, porque é como se você prestasse o vestibular como treineiro. Mas ajuda muito para saber como está o seu nível e para desmistificar aquele medo do exame que todo mundo tem =S

Logo nas minhas primeiras semanas, eu fiz os dois testes. Tirei 7,5 no IELTS (o máximo é 9) e 55% no Cambridge (o mínimo é 60%). Estamos fazendo novamente agora – 3 meses depois – e vai ser legal comparar a nota, para ver a evolução [ou não – caso para suícidio no Rio Liffey].

E, quase nunca – só quando o tempo ajuda – temos umas aulas diferentes, em pontos turísticos aqui de Dublin. Essa foto aí é da aula que tivemos no jardim do Dublin Castle, no primeiro dia de sol do verão ^^

Em três meses de aula, posso dizer que meu inglês melhorou muito! Claro, o trabalho e a vivência do dia a dia ajudam demais também. Mas a escola é o principal, de onde vem toda a preparação e conceito para a prática de depois da aula. Estou feliz com o resultado!

Até mais!

Dos acontecimentos recentes

Hello, guys!

Mais uma vez, não cumpri o deadline dos posts. Mancada, eu sei. Mas vamos lá, vou me redimir agora com um relato completo dos acontecimentos dos últimos dias \o/

Quarta-feira, dia das surpresas boas

O dia começou com uma coisa que surpreendeu todo mundo na cidade: um belo sol, meio tímido, mas quentinho! Isso, dizem os nativos, é muito raro de acontecer. Decidimos então que estava na hora de conhecer outra famosa atração de Dublin: o St. Stephen’s Green Park.

Até 1664, quando finalmente foi murado, sua área era utilizada como pasto. No final do século XVIII, o entorno do parque se transformou em uma área muito valorizada, residência da alta sociedade de Dublin. Nesta época, foi decidido que o parque seria restrito para os moradores da região, um absurdo. Somente em 1877 é que o acesso ao público foi novamente liberado, graças ao apoio de ninguém menos que um dos membros da família Guinness, que arcou com os custos de redesenho do parque, que é mantido até hoje (sou fã desses caras).

O lugar é lindo e o legal é que a prefeitura faz o seu papel. Mal entramos na primavera e o parque já está todo florido, com flores recém-plantadas. Sensacional. Lá, você pode deitar na grama e ler um livro, pode sentar na grama e almoçar, pode deitar na grama e tirar um cochilo. Tem banquinhos e coretos também, mas o pessoal gosta mesmo é da grama, viu?

No meio do parque tem um lago maravilhoso, com milhares de patos, cisnes, pombas e outros pássaros que eu não sei identificar. E eles se deixam fotografar, filmar, alimentar, bem de pertinho. E eles voam em cima de você, se você der pãozinho. Sim, quase fomos atacadas >.<


Depois, fomos para o Natural History Museum. Eu nunca iria em museu desses (talvez apenas no de NY, que fiquei encantada após assistir o filme “Uma noite no Museu”). Mas, como estamos morando aqui e a entrada é de graça, decidimos ir. Ainda bem =)

O Museu funciona desde 1857, em um edifício pequeno, mas charmoso. O andar térreo abriga uma exposição com animais típicos da Irlanda (pássaros, mamíferos, peixes, insetos). Já o andar superior abriga uma exposição de animais do mundo (elefante, girafa, leões, hipopótamos absurdamente gigantes).

Bom, eu achei meio nojento ver alguns daqueles animais (em especial os insetos, as borboletas, os ratos e os frutos do mar). E achei meio triste ver aqueles animais assim, parados, em poses que os caras quisessem que eles ficassem (atacando, alimentando os filhotes, brigando), eternamente. Mas achei legal. Eu não me lembro de ter visto uma girafa, zebra ou elefante de perto, nas minhas idas ao zoológico na infância. Então, valeu para “conhecer” os bichinhos.

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Quinta-feira de cinzas

O dia começou com uma triste constatação, que me persegue até agora: o CAE (Certificate in Advanced English – Cambridge University) é um sonho distante para mim. Tivemos a prova e foi devastadora! Começou com um teste geral de 20 minutos, para eles saberem se vale a pena corrigir o restante da sua prova ou não. Logo depois, um agradável teste de 1 hora de Reading, com terríveis exercícios para ordenar parágrafos de textos. Como se não bastasse, mais 1 hora de General English, onde você tem a certeza de que deveria estar no nível básico e não no avançado. E, para finalizar, 40 minutos de Listening que, quando você menos percebe, acabou e você entendeu apenas 7,3% do que os diálogos diziam. É, bora estudar filha…

Para me animar um pouco, fomos conhecer mais de Dublin, um lugar que eu queria há tempos: o museu dentro do General Post Office, a sede dos correios da Irlanda. O prédio, além de possuir uma bela arquitetura e um porte magnífico (que se vê de longe), é ponto de encontro da galera (ah, nos encontramos amanhã às 14h no GPO, ok?) e ainda foi palco de um dos acontecimentos mais importantes da história da Irlanda Moderna: o Levante da Páscoa de 1916.

Esse foi o primeiro movimento mais concreto para a independência da Irlanda. Neste dia, os rebeldes tomaram o GPO e um dos líderes do movimento, Patrick Pearse, leu a Proclamação da República da Irlanda na escadaria. Os rebeldes ficaram por sete dias no GPO, mas o bombardeio do exército britânico os forçou a sair. Sim, o prédio ficou bem destruído. Sim, os 14 líderes do movimento foram presos, espancados e fuzilados. Mas foi ali que tudo começou. Depois disso, os caras viraram mártires e a população começou a apoiar mais a causa da independência, que veio finalmente em 1921.

Proclamação da República da Irlanda


Sexta-feira, pré St. Patricks Day

A sexta-feira começou chuvosa. E a preguiça de sair da cama reinava aqui em Woodfarm Acres, Palmerstown. Após o nosso habitual pão com Nutella no café da manhã, decidimos sair para comemorar o começo do St. Patrick’s Weekend (porque tem programação para todo o final de semana).

Fomos ao Irish Craft Beer, um festival de cerveja, com exposição de cervejeiros aqui da Irlanda, não tão famosos e talentosos quanto o Artur Guinness, mas bons também. Bebemos, comemos crepe de Nutella (é, o vício está foda) e conversamos com pessoas na mesa.

E depois resolvemos que era hora do Pub. Mas não queríamos Pubs tradicionais, que tocam aquelas músicas irlandesas (que eu adoro, vou deixar claro), mas sim algum que tocasse rock ‘n roll, poxa! E cadê que achamos? O Tony, nosso host-brother, fez uma lista de Pubs não turísticos pra gente, mas esquecemos em casa.

Por fim, acabamos em uma rua onde uma banda estava se apresentando ao ar livre (e frio), em comemoração ao St. Patrick’s Pre-Day. Pegamos os pints em um Pub e saímos para a rua, como todo mundo, para ver o show. Os caras mandam muito bem. Tem banjo, tem gaita, tem violoncelo. E o vocalista é muito doido. Adorei o som deles! Olha como eles são legais:


Cantamos, dançamos, bebemos. E, quando o show acabou, estávamos com dois copos na mão, longe do Pub e sem ninguém por perto. Pensamos: “A nossa honestidade é tanta assim?”. Decidimos que não e agora dois lindos copos de Pint (Guinness para mim, Heineken para ela) brilham em nossas prateleiras. ^^

Trançando as pernas e morrendo de fome, decidimos que era hora de passar no supermercado e abastecer as nossas reservas de comida, até o dia da mudança para o apartamento (nos próximos dias, a comida é por nossa conta – nada de jantinha da host-mother). Ótimo, tudo baratinho. Caixa self-service, super moderno. Mas esquecemos a sacola de pano, erro estúpido. Solução? Sair com os braços cheios de leite, macarrão, molho bolonhesa, guarda-chuva e Nutella pelas ruas-lotadas-de-pessoas-afora. Hilário, para não dizer humilhante =P

E foi isso.

Amanhã, o dia principal do St. Patrick’s Weekend. Chapéu verde comprado, unhas pintadas, despertador programado.

*_______*

See you!

Vagabundeando por aí

Olá!

Desculpem pela ausência no post de ontem. Cheguei exausta de tanto vagabundear por essa cidade, cheia de coisas interessantes, tentadoras e curiosas. Enquanto não tenho casa própria, não tenho emprego, não tenho visto, me resta vagabundear.

Ainda não dá para fazer turismo, porque eu não quero fazer assim. Eu quero fazer com calma, quando eu puder pesquisar tudo sobre o local e curtir lentamente, como se não houvesse apartamento para procurar e visto para tirar. Faz sentido? Eu não sei, mas a verdade é que ainda não vimos (olhamos, mas sem realmente ver) nenhum ponto turístico.

Então, não tenho muitas impressões formadas sobre Dublin ainda. Tudo ainda é muito superficial e genérico na minha cabeça. Mas o importante é saber que estou gostando muito. Sabe, apesar de possuir coisas lindas e históricas, eu talvez (porque é uma impressão ainda muito recente) poderia dizer que Dublin é despretensiosa. Ela não pretende ser megalomaníaca e deslumbrante como é Paris, ah não. Ela só quer ser ela mesma, com seus pontos fortes e pontos fracos, mas feliz consigo mesma. E, sendo assim, ela me deixa muito mais à vontade, mais tranquila. Eu não preciso correr e me esgotar, não preciso provar que sou digna de conhecer o seu melhor. Ela me mostra naturalmente.

Divagações à parte, na escola está tudo bem. O Ciaran é um cara legal e tem utilizado metodologias do IELTS e Cambridge nas aulas. Deixa tudo meio difícil mas, para quem quer um certificado de proficiência como eu, é excelente. O pessoal da sala é legal, tento sentar cada dia em um lugar diferente, para falar com todos.
Depois da escola, a tarefa é vagabundear por aí, tentando eliminar algumas das nossas tarefas burocráticas. Compramos um número de celular da Vodafone, a operadora mais barata por aqui (um só para dividirmos por enquanto #ConsumoConscienteFeelings).

Fizemos a carteirinha de estudante do Trinity College, a maior, melhor e mais bonita universidade de Dublin (até o Oscar Wilde estudou lá, vê se pode?). Ela dá desconto em ônibus, cinema, teatro, Mc Donald’s e Cafés. Para ter uma é simples: pegue o formulário na escola, vá até o Trinity College, pague 15 euros, tire a foto e tudo pronto, em menos de 5 minutos. Fomos com o Adel (achamos que é assim >.<), um libanês da sala da Aline. Ele é uma graça e eu curto o sotaque dele =)

E, como ninguém é de ferro, entre uma vagadundeada e outra, fazemos comprinhas (moderadas – a crise de empregos para estrangeiros ainda reina por aqui). Hoje comprei a primeira grande e feliz aquisição: a minha tão sonhada câmera fotográfica, uma Nikon semi-profissional. Foi uma pechinha: com o cartão de memória de 8 GB, saiu por 173 euros \o/

Abaixo, algumas fotos que tirei com ela, nas nossas andanças por aí.

Casinhas com portinhas coloridinhas

Rua típica em Dublin

Prédios românticos =)

Minha primeira grande foto, com a minha primeira grande câmera *____*

Dedicada ao meu querido namorado, que sempre realiza os meus sonhos, desde me ajudar a escolher a minha Nikon a me comprar pérolas s2

É, o St. Patrick's Day está chegando ^^

E retomamos a nossa vida de estudantes, estudando à noite, já que temos prova amanhã. Não vale como nota, mas vale para saber se você algum dia na vida será inteligente o bastante para conseguir uma boa pontuação no IELTS.

P.S.: É muito estranho sonhar com a sua família e namorado e, ao acordar, ter um minuto de confusão, sem saber onde está. Weird.

P.S.: O final de semana está chegando! Aí sim, vamos finalmente conhecer um pouco de Dublin, já está combinado =)

That’s all, folks!
See you =)