A bela Connemara

Neste domingo, como há muito não fazíamos, eu e a Aline saímos para passear. É engraçado, antes fazíamos quase tudo juntas, desde refeições à planejamentos dos finais de semana. Agora, cada uma tem a sua vida, a sua rotina e as suas horas insanas de trabalho, o que atrapalha qualquer possibilidade de lazer integrado. Mas, como ela logo irá embora, decidimos aproveitar o pouco tempo que resta para fazer um tour para um dos lugares que mais estávamos ansiosas para conhecer, desde que começamos a falar de Irlanda, a Kylemore Abbey, localizada na região de Connemara, no Oeste da Irlanda.

E foi uma aventura só! Como teríamos que atravessar o país, o tour saiu bem cedo, às 7h da manhã, o que significa que a Aline foi direto e virada do trabalho (ah, essa vida de trabalho em bares) e eu tive que andar por 20 minutos no breu das 6h da manhã até achar um táxi que me levasse para o centro (ah, essa vida de morar em bairro afastado).

Mas valeu a pena, porque pudemos dormir por 3 horas, até que o ônibus chegou a Galway (s2) e fomos transferidas para o ônibus do tour, já cheio de turistas espanhóis, americanos, holandeses com máquinas nos pescoços e caras de expectativa. Acho que eu estava mesmo era com cara de preguiça pois, por mais que eu adore conhecer esses lugares inóspitos e mágicos da Irlanda, acho esse tipo de tour muito cansativo (e esse já é o meu quinto! ¬¬).

E o motorista se apresenta, muito simpático. E, que bom, o microfone desse ônibus tem um áudio bom, dá para entender tudo o que ele fala. E ele sai contando sobre Connemara, que é a região localizada a oeste do Lough Corrib, o segundo maior da Irlanda e que desemboca no mar em Galway. Suas atrações são as paisagens sensacionais de montanhas na beira do lago, os bolsões de irlandeses que ainda se comunicam essencialmente em gaélico, as ovelhas de cara preta e as charmosas casinhas cobertas de sapê no telhado.

Parando a cada cenário merecedor, vemos o mar a se perder de vista no horizonte, vilas românticas com casinhas que parecem de bonecas, igrejas medievais, pubs (#óbvio), mini-cachoeiras, montanhas, ovelhas, cavalos e os famosos “muros da fome”, que possuem uma história trágica para não ser cômica.

Na época da fome, a principal fonte de renda e alimentação da população era o plantio de batatas. Como, em três anos seguidos, a safra foi prejudicada por uma praga, faltou trabalho para muita gente. Para não deixar os empregados sem fazer nada, os senhores de terra ordenavam a construção desses muros baixinhos de pedra empilhada (me diz, como as pedras não caem com o vento absurdo que bate por aqui? o.O), morro acima e abaixo, mas que não tinham propósito algum. Hoje eles são vistos como uma cicatriz na paisagem da Irlanda, para lembrar daquela época terrível, em que tantos irlandeses morreram de fome e outros tantos abandonaram o país em busca de uma vida melhor.

Lá para o meio do dia, chegamos ao highlight do tour, a magnífica, estonteante, mágica, inacreditável Kylemore Abbey! E eu já sabia que o lugar tinha algo de secreto e sagrado, pelas fotos que vi. Mas, ao passar pelo caminho que antecedeu à chegada ao destino, com aquelas estradas vazias, só com as montanhas de fundo, sem uma alma viva por perto, pude realmente ter noção de quão sagrado e secreto é, como se você tivesse que percorrer todo aquele caminho para ser digno de visitá-la.

A história do lugar é encantadora, assim como todo o resto. O prédio foi construído no período de 1867 a 1871, empregando mais de cem homens, com o objetivo de ser a residência privada da família do médico inglês Mitchell Henry, que se tornou um político influente na região de Galway. O prédio foi projetado para possuir 33 quatros, 4 banheiros, 4 salas de estar, sala de jogos, sala de bilhar, biblioteca, sala de estudos, sala para fumar, sala de armas, além de vários escritórios e dormitórios para o açougueiro, cozinheiro, camareira e outros empregados da família. Bem modesto, como podem notar.

E acontece que o tal do Mitchell Henry era casado e perdidamente apaixonado por sua esposa, Margaret Henry. Em uma viagem que fizeram pelo Egito, ela contraiu uma doença e morreu, em 1874. Em sua homenagem, ele construiu uma linda igreja gótica nos terrenos, baseada na estrutura da St. Paul’s Cathedral de Londres e um mausoléu, onde os restos mortais do apaixonado casal descansam.

Após a tragédia, Henry voltou para a Inglaterra e vendeu o prédio para a o duque e a duquesa de Manchester em 1903. Eles viveram por lá por alguns anos, até que as dívidas de jogo os forçaram a vender a propriedade. Em 1920, a comunidade das freiras irlandesas beneditinas comprou o prédio, que foi transformado em uma abadia e escola para meninas que desejavam se tornar freiras. Até hoje, muitas freiras residem por lá, motivo pelo qual boa parte do castelo é fechado para visitação do público.

O chato é que o tempo estava fechado e, bem na hora que chegamos por lá, começou a chover. Mas, como uma das coisas que você aprende aqui na Irlanda é tomar chuva sem se importar, continuamos no passeio, nos aventurando até o jardim também. Ele não é tão bonito assim quando o restante do terreno e, se eu soubesse disso, teria dedicado mais tempo ao prédio em si do que o jardim.

Faltando cinco minutos para o ônibus sair, corremos com uma sopa enfiada às pressas em um copo de papel e um merengue que quase derreteu na chuva. O que a gente não faz para aproveitar ao máximo o tempo de visitação dos lugares!

Na volta, tivemos mais duas paradas que eu, sinceramente, não vi. Chega das mesmas montanhas e lagos, né? Se eu pudesse escolher, teria ficado mais tempo na Kylemore Abbey e não nas 67475908 paradas no meio do caminho. Chegamos em Galway, demos uma voltinha e pegamos o ônibus para Dublin, chegando umas 21h30. Nos despedimos e cada uma tomou o seu ônibus para casa. Mas bem que eu queria que a gente pudesse ter ido juntas para a mesma casa, para cozinhar um strogonoff de frango com brigadeiro de sobremesa.

Até mais!

A terra de muitos Bloody Sundays

Memorial a mortos em zona de conflito – Belfast

Era uma vez uma terra habitada por celtas lindos e pagãos, que faziam festanças incríveis nos solstícios para agradar os deuses e pedir boas colheitas. Eles dividiram essa ilha em cinco províncias: Connacht, Ulster, Leinster, Munster e Meath. Cada província tinha o seu rei e eles viviam em relativa paz e união.

Quando os anglo-normandos aqui chegaram, quebrando e dominando tudo, essa divisão poética ficou só como lembrança e esse pedaço de terra, agora parte do Reino Unido, foi dividido em condados. Eles chegaram impondo a sua religião – o catolicismo, que mudou quando o rei Henrique VIII da Inglaterra resolveu criar sua própria igreja para poder casar quantas vezes quisesse, o bonitão. Os pobres irlandeses, antes pagãos, depois católicos, tiveram que virar protestantes também.

Nem todos aceitaram bem e aqueles que ainda queriam ser católicos foram marginalizados, perderam suas terras, enquanto seus mosteiros eram destruídos. Por uma questão de sobrevivência, os católicos foram se refugiando no sul e os protestantes no Norte.

Após muitas lutas, conflitos, mártires e mortes, o povo do Sul finalmente conseguiu a sua independência da Inglaterra, em 1921, para governar o país e rezar do jeito que quisessem. O povo do Norte preferiu ficar com a Inglaterra mesmo, obrigada. Problema resolvido? Não.

Mesmo sendo composta por maioria protestante, a nova Irlanda do Norte (região antes denominada como reino de Ulster) ainda possuía muitos católicos, que continuaram sofrendo injustiças. E, de tanto sofrer e querer se juntar com a galera do Sul, eles formaram um partido político de oposição (Sinn Féin – Ourselves, em inglês) e um exército (IRA, Irish Republican Army) para tentar conseguir a independência à força.

Mas a Inglaterra não queria perder de novo e controlou tudo com mãos de ferro. Mas eles também não estavam de brincadeira e usaram até de terrorismo para conseguir o que queriam. O resultado? Bombas, tiros e milhares de mortes para todos os cantos.

Por fim, eles conseguiram botar a violência de lado e criaram o “Acordo da boa sexta-feira” em 1998, que detalhava como seria o futuro do país em termos políticos, sociais e religiosos dali para a frente, com os ambos os lados cedendo e ganhando, mesmo sem a tão sonhada independência.

E em meados de 2005 (por garantia, eles esperaram um pouquinho), o IRA começou a se desarmar. E o status atual é aquele que o presidente do Sinn Féin (Gerry Adams) fez em 2011: “The war is over. The IRA is gone. The IRA embraced, facilitated and supported the peace process. When a democratic and peaceful alternative to armed struggle was created the IRA left the stage”.

Mas, na boa?
Eu vi vários helicópteros sobrevoando a zona tensa de Belfast, só de olho =X

P.S.: Esse é o começo do relato da viagem, em processo ^^

Até mais!

A sina do Bank Holiday

Hello!

Tem uma coisa que virou o meu carma neste intercâmbio e que eu não consigo mudar, por mais que tente. Todos os meus bank holidays – os feriados daqui, sempre um pacotão de sábado, domingo e segunda– são sub-aproveitados, por falta de planejamento, por má sorte, por tempo ruim. E quem disse que esse foi diferente?

Vocês podem me perguntar: “Sua burra, porque você não aproveita para pegar um vôo barato e vai passar três dias na ensolarada Paris?”. Porque de burra eu não tenho nada e não vou viajar enquanto estiver pagando aluguel, para pagar duas vezes por uma cama. Sendo assim, minhas viagens – incluindo Irlanda – ficarão para o final e nessa conseguirei otimizar dinheiro e tempo. Humpf.

Sábado, seja bem vinda TPM

Eu não podia fazer muita coisa, porque tinha a festinha de 1 ano dos meus bebês bem no meio do dia e ainda iria trabalhar à noite. A festa (mais um almoção) foi legal, bem diferente do que estamos acostumados. E é tradição os pais fazerem o bolo dos seus filhos, mesmo que seja só decorativo. Sendo assim, tínhamos 3 bolos diferentes e um tiramissu (bleh!), mas o principal foi o bolo em forma de blocos de brinquedo que a Mags e o Bepi fizeram um dia antes – e de verdade porque eu acompanhei o processo!

Mas eis que, na volta da festa, peguei chuva e frio e cheguei em casa mal-humorada, trêmula e meio tonta – ainda com vestígios da virose da semana anterior. E não é que me bate uma crise de choro? Acho que é a TPM. Coitado do Carlos Roberto, meu amor, que assistia tudo pelo Skype e tentava me ajudar, conversando comigo por umas 5 horas para colocar as coisas no lugar. Obrigada por ser tão parecido comigo e me entender, em todos os sentidos, bons e ruins.

Mas decidi enfiar o pé na jaca e cabular o trabalho. Sorte que fiz isso, pois caiu uma tempestade à noite, que eu tomaria todinha na minha cabeça – já que trabalho na rua. A conclusão foi ficar em casa, comer batata-frita com o Thiago (o namorado da Aline que chegou essa semana para passar um mês aqui com ela) e a Marion, ouvir músicas e fazer planos futuros com o meu amor, que só conto depois.

Domingo, o pior dia para um passeio

O tempo não estava nada convidativo da minha janela. Mas eu tenho uma coceira que me impede ficar em casa em qualquer dia livre para passeio e lá fui eu e a Marion, mesmo com o vento gelado e a ameaça de chuva, para um passeio longe e maluco que eu inventei.

Começou ruim, quando perdemos o ônibus (obrigada, Formula 1 em Dublin, que desviou a rota do trânsito ¬¬) e tivemos que esperar uma hora no frio pelo próximo. O passeio em questão era a Castletown House, a maior casa no estilo paladino da Irlanda, localizada no condado de Kildare, a uma hora de Dublin.

Ela foi construída em 1729, por William Conolly, Speaker (a pessoa que falava) da Casa dos Comuns do Parlamento Irlandês. Infelizmente, ele morreu cedo e pouco aproveitou da casa, que ficou para seu sobrinho e sua mulher, Luiza Conolly, que finalizou o processo de decoração tão impecável que vemos hoje.

Sala das gravuras, um hobbie no século 19

Sala de entretenimento de Luiza Conolly

É muito legal visitar os cômodos luxuosos e conhecer a história daquelas pessoas. Mas senti que falta preservação ali. Em alguns quartos, o papel de parede está rasgado e os móveis até meio sujos. Uma pena.

O cômodo mais impressionante é esse salão de festas, utilizado para jantares e bailes – muito importante para manter o status social da família. O lustre é um dos mais bonitos que já vi na minha vida (e olha que eu já visitei a Sala dos Espelhos no Palácio de Versailles). Parece feito de balinhas e doces e eu e a Marion ficamos encantadas. Coisas de menina ^^

Tinha um concerto por lá, três mulheres cantando música erudita, muito bonito. Mas não podemos ficar muito porque eu ainda tinha que trabalhar e o barulho de fome do estômago da Marion estava muito alto e tivemos medo que atrapalhasse o concerto =P

O trabalho foi chato, visto que as ruas estavam vazias por conta do mal tempo. E meu gerente me mandou andar pelo quarteirão, em vez de ficar parada, o que me deixou esgotada! Mas teve pizza, brigadeiro e Skype com o meu amor em casa, para animar a minha noite.

Segunda, dia das delícias francesas

De manhã, meu ritual preferido: The Big Bang Theory (Leonard começando a namorar a Pryia agora – toma essa, Penny!) com cereais e iogurte, na cama *____*

Depois, ida a 3 supermercados para comprar a comida da semana, morrendo para trazer tudo para casa. Na volta, rolou um almoço compartilhado. Enquanto eu fazia arroz e carne (DE BOI, FINALMENTE – achei “patinho” em uma loja brasileira), a Marion preparou o Ratatouille (cozido de berinjelas, abobrinhas, cebola e tomate, com creme fraichè para acompanhar) que tinha me prometido. De sobremesa, Pan Perdu (o pão perdido), tipo uma rabanada com bananas fritinhas por cima. Ah, como eu adoro essa menina =)


Agora, atualização do blog, dar um tapa nas unhas (que não são pintadas há muito tempo, afinal, eu cuido de 4 crianças todos os dias), falar com a Mamis no Skype e assistir mais The Big Bang Theory, para fechar o dia.

De longe, hoje foi o mais legal, mesmo sendo Bank Holiday ^^

See you!

Dublin Castle: onde as lembranças do domínio inglês repousam

Olá!

Como estão?

Primeiro, desculpem a ausência. Sabe, tenho um novo objetivo a ser alcançado e isso está me tomando tempo e neurônios. Em breve, espero, terei novidades.

Segundo, esse título meio brega foi usado hoje em um exercício da escola e resolvi aproveitar: eu deveria criar um artigo sobre algum ponto turístico de Dublin e, então, escrevi sobre a minha última descoberta – o sensacional Dublin Castle.

História

Tudo começa com a invasão dos anglo-normandos, povo vindo da Inglaterra, no século 13. Eles chegam, arrasam com os vikings (que antes arrasaram com os celtas) e dominam tudo. Constroem uma fortaleza dentro de Dublin, toda murada e vigiada por guardas, para proteger o povo anglo-normando dos selvagens e pagãos vikings que ficaram de fora.

Em 1204, o Rei John oficialmente nomeia a área murada como o quartel general da Inglaterra na Irlanda. Nos séculos seguintes, é de lá que saem as decisões sobre as regras políticas, sociais e militares que regeriam a Irlanda por todo esse tempo.

Em 1648, um incêndio destruiu tudo – com exceção da Record Tower – e aproveitando para inovar, os ingleses construíram a versão atual, com cara de palácio e não de fortaleza. No século 18, a arquitetura e decoração do castelo foram aprimorados e boa parte da beleza que vemos hoje vem dessa época. Obrigada, Rainha Vitória!

O Dublin Castle também foi palco do Levante da Páscoa de 1916 (ou essa história está me perseguindo ou é uma das mais importantes mesmo). Ele foi um dos prédios públicos tomados pelos rebeldes – olha a ousadia dos caras!

E ele só teve a sua ocupação modificada com a independência de 1922 e a consequente saída da Inglaterra. Desde então, abriga a exposição que eu visitei, uma capela, uma biblioteca, além de apartamentos e salas utilizadas pelo governo.

Fatos Curiosos

Passeios com guias são sempre melhores, certo? Certíssimo. O guia que nos acompanhou era engraçado e não perdia a oportunidade de alfinetar os ingleses. Dei muita risada! Alguns fatos curiosos que descobri com ele:

– O Dublin Castle era a residência oficial do vice-rei da Inglaterra, ou seja, o braço do rei da Inglaterra na Irlanda. Era tradição esculpir a cabeça dos vice-reis na Royal Chapel. E eis que eles foram escupindo um, três, quinze, vinte e três cabeças, e mais, e o espaço foi ficando apertado… E não é que o último pedacinho disponível foi preenchido pela cabeça do último vice-rei? De acordo com o guia: “Parece que o tempo do domínio da Inglaterra foi medido pelo espaço disponível para as cabeças dos vice-reis na Royal Chapel”. O.O

– Na sala do trono, que o rei/rainha da Inglaterra ocupava ao visitar a Irlanda, há um trono enorme, e você se pergunta como é que os reis conseguiam subir. E então o guia conta que a Rainha Vitória precisou de um banquinho, criado especialmente para ela, para subir e apoiar os pés quando sentada, para que eles não balançassem.

– A arquitetura e design de quase tudo tem uma simbologia. E lá vai o guia explicando sobre o lustre magnífico localizado na sala do trono: “E podemos ver a rosa da Inglaterra, o cardo da Escócia e o trevo da Irlanda, representando o território do Reino Unido”. E eu pergunto: “What about Wales?”. E ele me responde: “Então, a Inglaterra não considerava – e cá entre nós, ainda não considera – o País de Gales como um reino sabe? Era mais como uma extensão de terra”. Ui!

E não é só isso!

Dentro da área do Dublin Castle está localizada a Chester Beatty Library and Gallery of Oriental Art, com uma coleção digna do prêmio de Melhor Museu Europeu de 2002. Por lá, você encontra pergaminhos e livros orientais raros (além de descobrir como eles eram feitos), estátuas de Budas, armaduras de samurais e muito mais, que não tivemos tempo de descobrir já que o nosso tour no Dublin Castle estava para começar. Bom, fica para um dos outros muitos sábados ensolarados (ou não) que ainda tenho pela frente =)

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P.S.: Saindo do Dublin Castle, passamos pelo Temple Bar – a região boêmia da cidade. E eis que um aroma de comida nos guia até uma feira de rua, com tudo quanto é tipo de comida, desde ostras a hamburguers! Não resistimos e comemos no mexicano (o Jésus foi no hamburguer – “I don’t quite like spicy food, you know?”), seguido por um inacreditável bolo fudge de chocolate, que eu sempre quis comer *____*

P.S.: Hoje comemoro quatro meses de namoro com o Carlos Roberto Sponteado, meu querido, minha alma gêmea. Sabe, mesmo longe ele está sempre comigo… Desde antes e para sempre. S2

Até mais!

A primeira sexta-feira morando no centro

Olá!

A primeira sexta-feira morando no centro a gente nunca esquece. E como foi perfeita! É tão bom poder fazer tudo a pé e chegar rápido nos lugares. Para quem sempre morou longe das coisas legais da cidade e sempre teve que encarar uns bons 50 minutos para chegar até elas, estou no paraíso *____*

Ontem fomos visitar dois pontos turísticos localizados no Sudoeste de Dublin, em uma área conhecida como Old City, por ser uma das primeiras partes da cidade a ser construída.

Christ Church Cathedral: uma sobrevivente

Ela é uma das maiores catedrais de Dublin, que foi fundada pelo rei viking Sitric Silkbeard em 1030. Além do fato de ter quase mil anos de idade, a Christ Church é uma sobrevivente pois resistiu a diversas idas e vindas da história e, talvez à pior delas, a reforma protestante de Henrique VIII (ele sempre aparece por aqui, não é?). Conta-se que os fiéis imploraram ao rei que não destruísse a catedral e ele concedeu o pedido porém, mandando destruir todas os santos, que não foram repostos até hoje. Ela foi restaurada e modificada umas 10 vezes e pouco se vê da estrutura original.

Por fora, a catedral é incrível. O prédio é gigantesco, com várias torres, cruzes, janelas românticas, portas antigas. Por dentro então, nem se fala. Como sempre, eu espero chegar em uma posição boa para dar aquela primeira olhada. E uau, que incrível! A nave é gigante, com mais de 25 metros de altura, com todos aqueles detalhes, os arcos, os lustres, os vitrais, o altar. Até os bancos são diferentes aqui!

Ela tem diversas capelas espalhadas nas suas laterais. Uma das mais legais é a de St. Laurence O’Toole (arcebispo de Dublin que foi canonizado), famosa pelo piso de cerâmica original da época medieval e a caixa que contém o seu coração. O piso estava lá, lindo e original. Mas o coração não. Acreditam que ele foi roubado? Na nossa primeira semana aqui em Dublin, algum ladrão roubou o coração – que não tem valor monetário nenhum, mas é um símbolo de fé para muitas pessoas. Triste =(

Como se não bastasse tudo isso, a catedral ainda tem uma cripta sensacional, a maior da Irlanda e Inglaterra, com mais de 63 metros de comprimento. Lá dentro, podemos ver túmulos e monumentos a homens importantes para a catedral, além de tesouros como ouro, prata e bíblias presenteadas por reis da Inglaterra. Uma das coisas mais curiosas é a múmia de um gato e um rato, que ficaram presos em um tubo do órgão e acabaram mumificados.

E, mesmo eu já estando completamente satisfeita, o que descubro na cripta? 1) Um restaurante lindo, fofo, romântico, a luz de velas, com música antiga! Não comemos por lá porque o dinheiro anda limitado, mas eu ainda volto lá, ah volto! 2) Uma exposição com alguns figurinos usados pelo elenco de The Tudors (olha o Henrique VIII aí novamente) – roupas lindas, cheias de bordados, perfeitas. *____*

E eu ainda vou voltar lá, para assistir a uma missa com apresentação do coral e órgão. Imagina como deve ser lindo? =)

Dublinia: descobrindo as origens

Ao lado da Christ Church, no prédio de uma antiga igreja, fica localizada a Dublinia, museu-vila que retrata a chegada dos Vikings aqui nesta terra, como viviam e pelo que foram responsáveis. A exposição normal dura cerca de 55 minutos para ser feita, pelo que diz o guia. Mas nós levamos o dobro do tempo, de tão legal que é =)

No primeiro andar, descobrimos quem eram os Vikings (povos oriundos da região que hoje conhecemos como Dinamarca e Noruega), como viajavam (em barcos extremamente simples de madeira), porque viajavam (para buscarem melhores condições de moradia e alimentação no inverno brabo), no que acreditavam (vida após a morte), como eram suas casas (de madeira), do que se alimentavam (aves, peixes e pão) e por aí vaí.

Descobrimos também a história da fundação de Dublin que, para quem não sabe, só existe hoje graças aos queridos Vikings! Eles chegaram por aqui em 841 e encontraram uma terra boa, perto de um lago escuro – Dubh Linn, que deu origem ao nome da cidade. Fundaram a comunidade, constituíram comércio, fundaram igrejas. Eles foram derrotados duas vezes nos anos de 1014 (por Brian Ború – rei irlandês) e 1170 (Strongbow – cavalheiro anglo-normando) e acabaram se integrando à comunidade irlandesa local.

No segundo andar, temos uma verdadeira demonstração de suas condições de vida. Vemos como a peste negra causou a morte de milhares. Vemos como eles era julgados e punidos. Vemos como era o interior de seus barcos. Vemos uma representação de suas feiras de comércio. Vemos o interior de suas casas (e banheiros!). Tudo isso com atividades interativas, onde você pode se vestir como um deles, pode escrever o seu nome com a língua deles, pode ser condenado como eles. Adorei =)

No último andar, uma verdadeira aula de arqueologia, com uma exposição sobre como tudo isso foi descoberto, na escavação da Wood Quay (uma rua à beira do Liffey), onde foi localizado um assentamento Viking. Descobrimos como os arqueólogos trabalham, quais ferramentas usam, como conseguem dizer a idade dos artefatos encontrados.

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A melhor noitada da minha vida

Depois disso tudo, estávamos esgotadas. Para vocês terem uma ideia, eu deitava no sofá em casa e via vikings, vitrais, estátuas na minha cabeça. Muita informação! Mas, a noite ainda era uma criança e decidimos aproveitar a nossa recém-adquirida liberdade de condução.

Tudo começou no mercado, onde compramos 6 latões de Heineken por 10 euros. Porque a gente simplesmente não compra mais bebida em pubs! Depois, tivemos a prova de que Deus protege os bêbados. O pobre quase, mais quase mesmo foi atropelado por um ônibus, bem na nossa frente. E ficamos preocupadas com ele “Ai Aline, vamos chamar a Garda, ele vai ser atropelado!”. Por fim, vimos que um senhor foi ajudá-lo e resolvemos seguir o nosso caminho.

Pub 1

Aqui em Dublin, não se paga para entrar nos pubs (mesmo que tenha bandas) – aprende São Paulo! Então, começamos a noite em um que estava rolando um world music, como nos disse o segurança mal humorado, quando perguntamos o estilo do som. O cara mandava bem.

Mas queríamos beber, então saímos do bar e fomos para uma pracinha ali perto tomar as cervejas. Quando estamos lá, surge o bêbado 2 da noite. Fiquei com medo, mas ele só queria conversar. Olhava para a Aline e dizia “She is Irish”. Apontava para mim e perguntava “Where are you from? You are not Irish!”. Eu disse a palavra mágica, Brazil. “Oh, I like Brazil and the soccer player Pele (algo como péli). He is a very clean soccer player, you know? He is not one of those dirty soccer players, he is clean.” Hilário!

Pub 2

Acabou o show no primeiro pub, mas ainda não estávamos satisfeitas, afinal onde está o rock ‘n roll desta cidade? Descobrimos que está no The Mezz, o mesmo da semana passada. Uma PUTA banda boa, tocando músicas que eu desacreditei. Rolou Johnny Cash, The Doors, The Beatles, The Clash e, o mais surpreendente, Paint in Black dos Stones. Dá para acreditar?

Depois disso, finalmente saciadas, fomos para a casa e chegamos em 15 minutos \o/.

After party

Aqui, como os bares fecham relativamente cedo, é muito comum fazer o After Party, uma festa que todo mundo vai para continuar a beber. No meu caso, não foi diferente e eu tive a melhor After Party de todas: mais de 4 horas no Skype com o meu querido namorado. Tem coisa melhor que isso? S2

P.S.: Hoje o dia foi de cozinhar, arrumar as coisas, recuperar o sono perdido.

Até mais!

O quarteirão da elegância

Hello!
Como estão?

Por aqui, tudo indo bem! Estamos nos adaptando maravilhosamente bem na casa nova, cozinhando, lavando roupa, estudando, conhecendo lugares, quase tirando o visto. Tudo bem graças a Deus, às orações dos meus avós e ao pensamento positivo e força de vocês =)

Hoje, depois de alguns dias sem conhecer nada da cidade, visitamos dois lugares muito legais, em uma região que já foi a mais nobre de Dublin, residência da alta sociedade, políticos e escritores. Com vocês, a região da Merrion Square!

Fitzwilliam House: uma viagem no tempo

O século 18 foi a Era da Elegância, quando os ricos da Irlanda, não querendo parecer os parentes pobres da Inglaterra, fizeram de Dublin uma das cidades mais elegantes da Europa. Todos os ricos construíram suas casas na mesma região, o que fez (e faz) com que ela seja extremamente charmosa.

O padrão das casas era sempre o mesmo, os chamados terraços georgianos. Na década de 60, dezesseis dessas lindas casas foram demolidas para que a empresa de eletricidade de Dublin construísse a sua sede. A indignação pública foi tamanha que, para tentar remendar o estrago, a empresa restaurou uma das casas e criou um museu, o famoso número 29 da Fitzwilliam Street Lower. Ainda bem que eles fizeram isso =)

O museu é a portinha preta =)

A casa é maravilhosa. Por fora, aquela famosa portinha colorida, com uma detalhada clarabóia e aldrava de metal. No andar inferior (abaixo do nível da rua), fica a recepção do museu, loja e as primeiras partes da exposição, como cozinha, quarto da empregada, despensa de alimentos. No primeiro andar (nível da rua), temos a sala de jantar – que é o maior ambiente da casa – com os móveis, louças, lustres e tapetes. No segundo andar, temos a sala de visitas, com piano, mesa de jogos e livros – um ambiente destinado a diversão e recepção de convidados. No terceiro andar, temos o aposento do casal – cama, banheiro (sem chuveiro, claro), sala de vestir. No quarto andar, temos o quarto da governanta e o das crianças, com casinhas de bonecas do século 18 #Morri.

Anexo do quarto do casal

Sala de estar

 

Cozinha

Casinhas de bonecas *____________________*

Fatos curiosos

– Cada cômodo da casa tinha um puxador de tecido perto da parede, que era ligado a sinos na cozinha. Assim, quando a dona da casa queria falar com a empregada, acionava o sino e a ela sabia em que cômodo deveria ir.

– Quem já foi em museus antigos deve ter percebido como as camas são curtas. Descobri hoje que isso se deve ao fato de que as pessoas dormiam meio sentadas, pois tinham problemas de coluna!

– Os ratos podem escalar e fazer buracos nas paredes, mas não podem pular. Por esse motivo, as comidas mais preciosas (ovos, queijos, carnes, pão) eram armazenadas em uma tábua suspensa do teto, na despensa.

– As mulheres acreditavam que ficar muito tempo perto da lareira prejudicava a pele de seus rostos. Assim, elas tinham uma espécie de protetor contra o calor – meio que uma pá ao contrário, com desenhos e bordados – que ficava apoiado no chão, perto de onde elas estavam sentadas.

 

Merrion Square: onde é sempre primavera

De lá, fomos para a Merrion Square, uma das praças mais charmosas de Dublin. Naquela época as casas não tinham jardim mas, como estavam localizadas próximos de belíssimas praças, elas acabavam sendo utilizadas como jardins e, em certa época, passaram a ser privadas para os moradores da região.


A Merrion Square foi projetada em 1762 por John Ensor. Ela fica rodeada por inúmeras casas georgianas (hoje sendo utilizadas como sede de empresas e escolas, na sua maioria) e imponentes museus (Natural History, National Gallery).

Lá dentro, tudo é uma graça. Eu não sei se é sempre assim ou se é a primavera que enche os meus olhos, mas me senti em um bosque de conto de fadas lá dentro! Canteiros de flores, árvores cheia de flores cor-de-rosa (as minhas favoritas), mamães com crianças, casais apaixonados. Apaixonante =)

Cores, aromas, flores

 

A minha favorita *_____*

Tem coisa mais romântica do que essa flor?

E foi isso por hoje. O final de semana promete passeios memoráveis, vamos ver se dá certo.

P.S.: Tenho uma novidade, mas só vou contar se der certo. Sei lá, não quero criar muitas expectativas sobre isso.

P.S.: Como eu penso em algumas pessoas visitando todos esses lugares incríveis. Família, amigos, namorado. Vocês estão comigo o tempo todo s2

Até mais!

Dos acontecimentos recentes

Hello, guys!

Mais uma vez, não cumpri o deadline dos posts. Mancada, eu sei. Mas vamos lá, vou me redimir agora com um relato completo dos acontecimentos dos últimos dias \o/

Quarta-feira, dia das surpresas boas

O dia começou com uma coisa que surpreendeu todo mundo na cidade: um belo sol, meio tímido, mas quentinho! Isso, dizem os nativos, é muito raro de acontecer. Decidimos então que estava na hora de conhecer outra famosa atração de Dublin: o St. Stephen’s Green Park.

Até 1664, quando finalmente foi murado, sua área era utilizada como pasto. No final do século XVIII, o entorno do parque se transformou em uma área muito valorizada, residência da alta sociedade de Dublin. Nesta época, foi decidido que o parque seria restrito para os moradores da região, um absurdo. Somente em 1877 é que o acesso ao público foi novamente liberado, graças ao apoio de ninguém menos que um dos membros da família Guinness, que arcou com os custos de redesenho do parque, que é mantido até hoje (sou fã desses caras).

O lugar é lindo e o legal é que a prefeitura faz o seu papel. Mal entramos na primavera e o parque já está todo florido, com flores recém-plantadas. Sensacional. Lá, você pode deitar na grama e ler um livro, pode sentar na grama e almoçar, pode deitar na grama e tirar um cochilo. Tem banquinhos e coretos também, mas o pessoal gosta mesmo é da grama, viu?

No meio do parque tem um lago maravilhoso, com milhares de patos, cisnes, pombas e outros pássaros que eu não sei identificar. E eles se deixam fotografar, filmar, alimentar, bem de pertinho. E eles voam em cima de você, se você der pãozinho. Sim, quase fomos atacadas >.<


Depois, fomos para o Natural History Museum. Eu nunca iria em museu desses (talvez apenas no de NY, que fiquei encantada após assistir o filme “Uma noite no Museu”). Mas, como estamos morando aqui e a entrada é de graça, decidimos ir. Ainda bem =)

O Museu funciona desde 1857, em um edifício pequeno, mas charmoso. O andar térreo abriga uma exposição com animais típicos da Irlanda (pássaros, mamíferos, peixes, insetos). Já o andar superior abriga uma exposição de animais do mundo (elefante, girafa, leões, hipopótamos absurdamente gigantes).

Bom, eu achei meio nojento ver alguns daqueles animais (em especial os insetos, as borboletas, os ratos e os frutos do mar). E achei meio triste ver aqueles animais assim, parados, em poses que os caras quisessem que eles ficassem (atacando, alimentando os filhotes, brigando), eternamente. Mas achei legal. Eu não me lembro de ter visto uma girafa, zebra ou elefante de perto, nas minhas idas ao zoológico na infância. Então, valeu para “conhecer” os bichinhos.

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Quinta-feira de cinzas

O dia começou com uma triste constatação, que me persegue até agora: o CAE (Certificate in Advanced English – Cambridge University) é um sonho distante para mim. Tivemos a prova e foi devastadora! Começou com um teste geral de 20 minutos, para eles saberem se vale a pena corrigir o restante da sua prova ou não. Logo depois, um agradável teste de 1 hora de Reading, com terríveis exercícios para ordenar parágrafos de textos. Como se não bastasse, mais 1 hora de General English, onde você tem a certeza de que deveria estar no nível básico e não no avançado. E, para finalizar, 40 minutos de Listening que, quando você menos percebe, acabou e você entendeu apenas 7,3% do que os diálogos diziam. É, bora estudar filha…

Para me animar um pouco, fomos conhecer mais de Dublin, um lugar que eu queria há tempos: o museu dentro do General Post Office, a sede dos correios da Irlanda. O prédio, além de possuir uma bela arquitetura e um porte magnífico (que se vê de longe), é ponto de encontro da galera (ah, nos encontramos amanhã às 14h no GPO, ok?) e ainda foi palco de um dos acontecimentos mais importantes da história da Irlanda Moderna: o Levante da Páscoa de 1916.

Esse foi o primeiro movimento mais concreto para a independência da Irlanda. Neste dia, os rebeldes tomaram o GPO e um dos líderes do movimento, Patrick Pearse, leu a Proclamação da República da Irlanda na escadaria. Os rebeldes ficaram por sete dias no GPO, mas o bombardeio do exército britânico os forçou a sair. Sim, o prédio ficou bem destruído. Sim, os 14 líderes do movimento foram presos, espancados e fuzilados. Mas foi ali que tudo começou. Depois disso, os caras viraram mártires e a população começou a apoiar mais a causa da independência, que veio finalmente em 1921.

Proclamação da República da Irlanda


Sexta-feira, pré St. Patricks Day

A sexta-feira começou chuvosa. E a preguiça de sair da cama reinava aqui em Woodfarm Acres, Palmerstown. Após o nosso habitual pão com Nutella no café da manhã, decidimos sair para comemorar o começo do St. Patrick’s Weekend (porque tem programação para todo o final de semana).

Fomos ao Irish Craft Beer, um festival de cerveja, com exposição de cervejeiros aqui da Irlanda, não tão famosos e talentosos quanto o Artur Guinness, mas bons também. Bebemos, comemos crepe de Nutella (é, o vício está foda) e conversamos com pessoas na mesa.

E depois resolvemos que era hora do Pub. Mas não queríamos Pubs tradicionais, que tocam aquelas músicas irlandesas (que eu adoro, vou deixar claro), mas sim algum que tocasse rock ‘n roll, poxa! E cadê que achamos? O Tony, nosso host-brother, fez uma lista de Pubs não turísticos pra gente, mas esquecemos em casa.

Por fim, acabamos em uma rua onde uma banda estava se apresentando ao ar livre (e frio), em comemoração ao St. Patrick’s Pre-Day. Pegamos os pints em um Pub e saímos para a rua, como todo mundo, para ver o show. Os caras mandam muito bem. Tem banjo, tem gaita, tem violoncelo. E o vocalista é muito doido. Adorei o som deles! Olha como eles são legais:


Cantamos, dançamos, bebemos. E, quando o show acabou, estávamos com dois copos na mão, longe do Pub e sem ninguém por perto. Pensamos: “A nossa honestidade é tanta assim?”. Decidimos que não e agora dois lindos copos de Pint (Guinness para mim, Heineken para ela) brilham em nossas prateleiras. ^^

Trançando as pernas e morrendo de fome, decidimos que era hora de passar no supermercado e abastecer as nossas reservas de comida, até o dia da mudança para o apartamento (nos próximos dias, a comida é por nossa conta – nada de jantinha da host-mother). Ótimo, tudo baratinho. Caixa self-service, super moderno. Mas esquecemos a sacola de pano, erro estúpido. Solução? Sair com os braços cheios de leite, macarrão, molho bolonhesa, guarda-chuva e Nutella pelas ruas-lotadas-de-pessoas-afora. Hilário, para não dizer humilhante =P

E foi isso.

Amanhã, o dia principal do St. Patrick’s Weekend. Chapéu verde comprado, unhas pintadas, despertador programado.

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See you!