Eden School of English

Olá!

Já estava mais do que na hora de falar sobre o lugar onde gasto 4 horas dos meus dias, pela manhã, de segunda a quinta-feira. Sim, sim, com vocês a Eden School of English!

Quando fui fechar o intercâmbio, estava muito preocupada com a questão da escola. Queria um nível bom de ensino, porque o meu inglês já era avançado e eu estava acostumada com uma escola-muito-boa-que-eu-adoro-pra-caralho, a Cultura Inglesa.

Então, segui o conselho da Educnet – a agência que eu fechei – e me matriculei na Eden School of English, uma escola pequena mas com bom ensino e uma promessa de menos brasileiros.

A escolha foi acertada. À primeira vista, pode ser que a Eden não passe uma boa impressão, por conta do prédio antigo e estrutura meio “caseira”. Mas, em termos de ensino, não deixa dúvidas, pelo menos para o meu nível de inglês.

As aulas do Upper-Intermediate são diferentes do resto da escola. Como já temos uma base muito boa de gramática, não perdemos tempo com isso, apenas em revisões ocasionais. Nossas aulas são programadas para melhorar o inglês que já temos, baseado nos pilares de reading (textos quase científicos), listening (enormes, complicados, com sotaques diferentes), writing (lidando com improviso, rimas, vocabulário novo) e gramática avançada (phrasal verbs, principalmente). O material didático é fornecido pela escola, cópias xerocadas de exercícios de livros, para não termos que gastar com isso.

Sobre a questão das nacionalidades da sala, não posso reclamar. Sim, a maioria são brasileiros (7), mas temos russos (3), espanhóis (4), chilenos (1), uruguaios (1) e botswanos (1). Dá uma boa troca de informações culturais, políticas, sociais e gastronômicas =)

O meu professor é o Ciaran, que também é diretor e fundador da escola. Ele é irlandês, tem muita paciência para ensinar e é muito bem humorado. Ele faz toda a diferença nas aulas e sou muito satisfeita com a didática dele ^^

Uma coisa que me deixou feliz e que eu não sabia que encontraria na Eden, são os testes preparatórios para os exames de proficiência de Cambridge e IELTS. Eles são o sonho de todo estudante da língua inglesa e são muito valorizados em faculdades e no mercado de trabalho.

O IELTS é mais fácil, tanto pelo nível da prova, como pelo fato de que você tem o certificado de qualquer jeito, tendo tirado nota boa ou não. Você pode dizer: “Ah, eu tenho 4 pontos no IELTS” e está ok. A desvantagem é que ele só é válido por dois anos.

Já o Cambridge é difícil pra burro! A prova é extensa, cansativa, os examinadores são durões. E é assim, se não atingiu a nota mínima, sem certificado. Mas ele é pra vida toda! No meu nível, o certificado ideal é o CAE (Certificate of Advanced English), mas não tenho expectativas de prestar o exame aqui. Terei que voltar para o Brasil, me matricular na Cultura Inglesa novamente para um curso preparatório e estudar muito. Pra quê? Porque isso pode me conseguir um emprego muito bom em uma multinacional e porque é meu sonho desde que comecei a estudar inglês s2

Então, a cada três meses, as instituições mandam as provas para a Eden e fazemos revisões e as provas. Não vale o certificado, mesmo se tirarmos a nota máxima, porque é como se você prestasse o vestibular como treineiro. Mas ajuda muito para saber como está o seu nível e para desmistificar aquele medo do exame que todo mundo tem =S

Logo nas minhas primeiras semanas, eu fiz os dois testes. Tirei 7,5 no IELTS (o máximo é 9) e 55% no Cambridge (o mínimo é 60%). Estamos fazendo novamente agora – 3 meses depois – e vai ser legal comparar a nota, para ver a evolução [ou não – caso para suícidio no Rio Liffey].

E, quase nunca – só quando o tempo ajuda – temos umas aulas diferentes, em pontos turísticos aqui de Dublin. Essa foto aí é da aula que tivemos no jardim do Dublin Castle, no primeiro dia de sol do verão ^^

Em três meses de aula, posso dizer que meu inglês melhorou muito! Claro, o trabalho e a vivência do dia a dia ajudam demais também. Mas a escola é o principal, de onde vem toda a preparação e conceito para a prática de depois da aula. Estou feliz com o resultado!

Até mais!

Lovely day for a Guinness

Hi, folks!

Como eu comentei no último post, ontem foi o dia de visitar a Guinness Storehouse, exposição na fábrica da tão amada cerveja irlandesa. Esse foi o primeiro passeio completamente planejado e sabe de uma coisa? Foi SENSACIONAL *___________*

A magia começa nos arredores da fábrica, que é gigantesca. Ela não tem aquele porte moderno, ultra-high-power tecnológico que vemos nas fábricas e empresas por aí. Não, o muro é todo de tijolinhos, com plantas crescendo perto dos canos e tals. Você se sente voltando no tempo! E, ao chegar pertinho da entrada, você começa a sentir um cheiro muito bom, da fermentação da cerveja. Promissor não?

Muro de frente para o Liffey

Já perto da entrada da exposição

Mas, ao dar o primeiro passo para dentro, aquela impressão do passado, dos tijolinhos, das plantas nos canos some completamente. E você se sente no futuro, com todos aqueles painéis, escadas rolantes, luzes, equipamentos. Para onde olhar primeiro? Droga, como eu queria ter mais olhos e mais GB de memória no meu cérebro.

O prédio da exposição fica dentro da planta da enorme St. James’s Gate Brewery, fábrica adquirida por Arthur Guinness em 1759. Ele foi construído com a forma de um gigante pint que, se cheio, conteria mais de 14 milhões de pints (*____*). É a coisa mais incrível do mundo olhar do térreo para cima. Você realmente se sente dentro de um pint!

o/

Um pouco de história

Tudo começa quando Arthur Guinness (nascido em 1725, em uma família com tradição na arte da cerveja) ganha uma herança de seu padrinho, o Arcebispo Price. Com esse dinheiro, ele assina um contrato de aluguel de 9.000 anos pela St. James’s Gate Brewery, uma fábrica de cerveja falida em Dublin. Dá para acreditar na fé que ele já tinha na capacidade dele?

Contrato de 9.000 anos assinado por Arthur Guinness

No começo, ele produzia ale e stout (antes chamada de porter). Mas a stout fez tanto sucesso logo de cara, que ele deixou de produzir a ale. E, em apenas 10 anos, ele já estava exportando barris e mais barris da sua cerveja para a Inglaterra. Gênio, não?

Tem uma história engraçada por lá, que diz que o prefeito da cidade ameaçou interromper o fornecimento de água para a fábrica da Guinness, porque eles estavam consumindo mais do que era permitido. E o querido Arthur disse que, se fosse preciso, ele defenderia a fábrica com a força e pegou uma picareta para enfrentar os invasores. Felizmente, nenhum confronto foi necessário e eles fizeram um acordo, aumentando a cota de água.

Ele é o quinto ingrediente =)

Arthur morre em 1803, mas seu filho Arthur II assume os negócios e o sucesso da cerveja continua. Em 1815, eles começam a exportar para Lisboa. Em 1840, para Nova York. Em 1858, sob o comando de Sir Benjamin Lee (filho de Arthur II), eles exportam para a Nova Zelândia. Em 1870, 10% da cerveja já é vendida em outros países. Agora, sob o comando de Edward Cecil (filho de Sir Benjamin), a fábrica dobra de tamanho. Ele também foi famoso por todas as obras de caridade que fez com o dinheiro da empresa. Rupert Guinness sucede o pai e agora mais de 2 milhões de pints de Guinness são vendidos por dia. Surge o primeiro slogan da Guinness (Guinness is good for you). Anos depois, fábricas começam a ser inauguradas em vários lugares do mundo. E, hoje, 10 milhões de pints são consumidos por dia, em mais de 150 países. Mais sucesso, impossível.

Os ingredientes

Eles não fazem segredo sobre os ingredientes, pelo contrário, deixam tudo BEM exposto (e bota bem exposto nisso!). São espaços interativos e conceituais, que mostram os ingredientes ao vivo e a cores, com aroma, textura, explicações. E os ingredientes são: barley (trigo), hops (lúpulo), water (vinda das montanhas de Wicklow) e yeast (fermento, que diz a lenda que descende desde a primeira leva que o próprio Arthur fez).

Barley

Hops

Water

Yeast que o próprio Guinness fez

As etapas

A exposição continua e, à medida que você vai conhecendo as etapas da produção, vai subindo escadas e avançando para o topo do grande pint. As etapas são milling (moer o trigo), mashing (mexer o trigo moído com água quente), filtering (filtrar a mistura, tirando os grãos que não serão mais necessários), boiling (acrescentar o lúpulo e trigo tostado – que dá a cor escura à Guinness e ferver tudo), fermentation (o fermento mágico do Arthur entra em ação, convertendo o açúcar em álcool em alguns dias), maturation (deixar toda a mistura descansar) e packaging (a cerveja é acondicionada em barris e o nitrogênio é adicionado para que, quando o pint for tirado, a cremosidade seja garantida por suas bolhas).

Painéis demonstram o que acontece dentro dos equipamentos

Indeed =)

De Dublin para o mundo

Em outro andar, podemos conferir uma exposição dos navios que foram construídos para exportar a Guinness, todos os com os nomes das mães e esposas dos descendentes de Arthur. Romântico =)

Podemos também ver um vídeo muito interessante sobre como os barris de madeira eram fabricados, na raça e na mão do artesão. É hipnotizante, todo mundo para e olha!

My Godness, my Guinness

Depois, temos uma exposição dedicada a toda a publicidade da Guinness, desde os rótulos das garrafas aos anúncios, slogans, comerciais. Para os publicitários de plantão, é um prato cheio!

Ilustras eram usadas nos primeiros anúncios

Gravity Bar

Por último, você pode degustar um pint de Guinness na faixa no Gravity Bar, o último andar do pint gigante, com paredes de vidro que permitem que você tenha uma vista de 360 graus de Dublin. De tirar o fôlego.

Cheers!

E eu entendi porque o bar se chama assim, após o meu pint e meio (porque a Aline dividiu o dela comigo e com o Miguel). Sabe, a cerveja vai fazendo efeito e, se você sentar bem perto do vidro, vai se sentir flutuando, como se não houvesse gravidade. Foi como disse o Miguel, quando comentei com ele essa sensação que estava sentindo: “Haha, como os astronautas!”. Inesquecível!

Por último, passamos na lojinha e compramos alguns souvenirs para lembrar para sempre da incrível experiência que tivemos. Porque essa não é uma mera exposição, é uma experiência que eles proporcionam ao consumidor. Isso é Marketing 3.0 e eles estão de parabéns pela inovação, tecnologia, site, folhetos e pelos produtos incríveis que possuem com a marca Guinness. Poxa, como eu queria trabalhar lá =(

O blusão é meu. Quem adivinha para quem é a bolinha de Rugby? s2

A volta para casa foi divertida e tranquila, mesmo após quase 3 horas de andanças. É como dizia um dos antigos anúncios deles: “Guinness for Strengh” =)

Thank you, Arthur!

P.S.: O passeio custou 10.60 euros, mas tivemos desconto graças a nossa querida carteirinha de estudante do Trinity College. Olha só, ela custou 15 euros, mas já economizei 4 ontem na Guinness Store. Logo menos, ela estará paga, só com os descontos =)

P.S.: Hoje, domingão, foi dia de enviar curriculuns, organizar o quarto, as contas e postar no blog. Acreditam que não botamos o nariz para fora? o.O

A odisséia da procura por apartamentos

Hi, everyone!

Mais uma vez, perdi o timing do post, mas a vida anda corrida por aqui com essa busca por apartamentos. É muito difícil encontrar duas vagas disponíveis no mesmo quarto, somando o fato de que queremos ficar em Dublin 1 (a cidade é dividida por números) – que é onde fica a nossa escola e o centrão da cidade, não queremos morar com brasileiros e não queremos pagar muito. Almost impossible. Almost =)

Primeiro visitamos um studio, para ver se seria uma boa opção só para nós duas. Mais privacidade, sim. Menos prática no idioma, sim. O landlord foi simpático, mas o studio era minúsculo, velho e em uma rua estranha. Perda de tempo.

Depois, encontramos uma vaga para agora e outra para daqui um mês em um LINDO flat, com inúmeros pontos positivos: meninas de outra nacionalidades, pé direito alto, portinha vermelha, todo equipado, papel de parede com passarinhos. E poucos pontos negativos: é meio caro, pelo pequeno espaço e uma de nós teria que dormir no sofá até a outra cama ficar livre. Mas, como sabíamos que estava difícil, fechamos e demos 20 euros de sinal. A responsável pelo apê, Yujin (sul-coreana) só ficou de confirmar com as flatmates (francesa e alemã) se tudo bem e nos ligaria. Saímos felizes e contentes.

Acontece que agora há pouco, por uma feliz ou infeliz coincidência, ao procurar no site as fotos do apê da Yujin para mostrar aos meus pais, encontro um flat na mesma rua, maior e mais barato, com um quarto do jeito que queremos disponível para já. Sheet. E agora? Liguei para ver o que rolava. E rolou, a Christy (não entendi a nacionalidade dela) me disse que poderíamos visitar. E vamos amanhã >.<

Ó duvida cruel! Será que acabaremos sendo malvadas com a Yujin, que foi tão legal com a gente? É mancada ir lá buscar os 20 euros e dizer que não queremos mais? Ou deixamos os 20 euros lá e nunca mais aparecemos? Opinem, estou meio desesperada com a dúvida =(

Amanhã eu conto o desfecho da história!

P.S.: Finalmente, fizemos algumas coisas de turismo \o/
Para não misturar as bolas, conto tudo em outro post.

See you!

Vagabundeando por aí

Olá!

Desculpem pela ausência no post de ontem. Cheguei exausta de tanto vagabundear por essa cidade, cheia de coisas interessantes, tentadoras e curiosas. Enquanto não tenho casa própria, não tenho emprego, não tenho visto, me resta vagabundear.

Ainda não dá para fazer turismo, porque eu não quero fazer assim. Eu quero fazer com calma, quando eu puder pesquisar tudo sobre o local e curtir lentamente, como se não houvesse apartamento para procurar e visto para tirar. Faz sentido? Eu não sei, mas a verdade é que ainda não vimos (olhamos, mas sem realmente ver) nenhum ponto turístico.

Então, não tenho muitas impressões formadas sobre Dublin ainda. Tudo ainda é muito superficial e genérico na minha cabeça. Mas o importante é saber que estou gostando muito. Sabe, apesar de possuir coisas lindas e históricas, eu talvez (porque é uma impressão ainda muito recente) poderia dizer que Dublin é despretensiosa. Ela não pretende ser megalomaníaca e deslumbrante como é Paris, ah não. Ela só quer ser ela mesma, com seus pontos fortes e pontos fracos, mas feliz consigo mesma. E, sendo assim, ela me deixa muito mais à vontade, mais tranquila. Eu não preciso correr e me esgotar, não preciso provar que sou digna de conhecer o seu melhor. Ela me mostra naturalmente.

Divagações à parte, na escola está tudo bem. O Ciaran é um cara legal e tem utilizado metodologias do IELTS e Cambridge nas aulas. Deixa tudo meio difícil mas, para quem quer um certificado de proficiência como eu, é excelente. O pessoal da sala é legal, tento sentar cada dia em um lugar diferente, para falar com todos.
Depois da escola, a tarefa é vagabundear por aí, tentando eliminar algumas das nossas tarefas burocráticas. Compramos um número de celular da Vodafone, a operadora mais barata por aqui (um só para dividirmos por enquanto #ConsumoConscienteFeelings).

Fizemos a carteirinha de estudante do Trinity College, a maior, melhor e mais bonita universidade de Dublin (até o Oscar Wilde estudou lá, vê se pode?). Ela dá desconto em ônibus, cinema, teatro, Mc Donald’s e Cafés. Para ter uma é simples: pegue o formulário na escola, vá até o Trinity College, pague 15 euros, tire a foto e tudo pronto, em menos de 5 minutos. Fomos com o Adel (achamos que é assim >.<), um libanês da sala da Aline. Ele é uma graça e eu curto o sotaque dele =)

E, como ninguém é de ferro, entre uma vagadundeada e outra, fazemos comprinhas (moderadas – a crise de empregos para estrangeiros ainda reina por aqui). Hoje comprei a primeira grande e feliz aquisição: a minha tão sonhada câmera fotográfica, uma Nikon semi-profissional. Foi uma pechinha: com o cartão de memória de 8 GB, saiu por 173 euros \o/

Abaixo, algumas fotos que tirei com ela, nas nossas andanças por aí.

Casinhas com portinhas coloridinhas

Rua típica em Dublin

Prédios românticos =)

Minha primeira grande foto, com a minha primeira grande câmera *____*

Dedicada ao meu querido namorado, que sempre realiza os meus sonhos, desde me ajudar a escolher a minha Nikon a me comprar pérolas s2

É, o St. Patrick's Day está chegando ^^

E retomamos a nossa vida de estudantes, estudando à noite, já que temos prova amanhã. Não vale como nota, mas vale para saber se você algum dia na vida será inteligente o bastante para conseguir uma boa pontuação no IELTS.

P.S.: É muito estranho sonhar com a sua família e namorado e, ao acordar, ter um minuto de confusão, sem saber onde está. Weird.

P.S.: O final de semana está chegando! Aí sim, vamos finalmente conhecer um pouco de Dublin, já está combinado =)

That’s all, folks!
See you =)

Primeira aula, primeiro documento, primeira compra na Penneys

Hello!

Como estão?

Estamos com saudades e com o nariz vermelho. É, o frio tá apertado por aqui, pelo menos para nós, que viemos de um Brasil com temperatura de 30 graus nos últimos dias.

Dia agitado por aqui.

De manhã, ficamos sem café da manhã. O Tony, nosso host-brother, por ser menino, não liga muito para essas cerimônias e não nos mostrou onde poderíamos pegar cereais e pão. Ficamos com vergonha de perguntar e ficamos com fome. Bom começo.

Mas ele foi legal, nos levou para a escola. Pegamos um ônibus e, nos 20 minutos seguintes, eu o bombardeei com perguntas meio invasivas: “Hey Tony, os irlandeses não gostam mesmo dos ingleses? E dos franceses? E você é católico? Mas você não gosta dos protestantes? Porque? E onde é o seu lugar favorito aqui em Dublin? Você pode me dar o endereço?”. Cara legal, respondeu tudinho. Gostei muito dele =)

Na escola, a recepcionista é russa e muito legal, a Karolina. Após o teste de classificação de nível, vou para a turma do Upper-Intermediate, meu mesmo nível no Brasil. Meu professor é legal, o Ciaran, irlandês mesmo. Muitos brasileiros, alguns russos, um colombiano e uma sul africana na minha sala. Muito bom, gostei.

E, depois do estudo, cuidemos das obrigações certo? Fomos tirar a nossa primeira documentação, o PPS number, para que o governo controle que você está trabalhando e pagando imposto. Sem ele, nada de visto. Foi tranquilo, bastou apresentar o passaporte, a carta da escola e retirar uma senha. A espera era longa e a fome era muita, então decidimos almoçar (hamburguer com batatas fritas). Sem criatividade, eu sei, mas era o que tinha por perto e não poderíamos perder a senha, sabe como é.

PPS encaminhado, vimos a incrível Penneys na esquina, como que uma recompensa pela longa espera! Para quem nunca ouviu falar, a Penneys é tipo uma Renner aqui da Irlanda. A diferença é que você não encontra uma blusa de 6 euros ou uma jaqueta de couro por 23 euros na Renner. NUNCA.


E compramos, pagando pouco. O jogo com quatro esmaltes saiu por 3 euros, o jogo com 3 cintos saiu por 0,50 euros (*__________________*) e a meia calça por 4 euros. Ai, ai, vou pagar excesso de bagagem na volta, ah vou.

De volta à casa esperamos as malas, que demoraram mas chegaram. Ficamos tão felizes que saímos para a rua, de meias. Ok, foi muita burrice, já que os meus pés estão gelados até agora. Mas não tínhamos chinelos, poxa!

E, para finalizar, o jantar do dia foi lasanha congelada, salada gelada e pudim gelado. Ei, host-mother, volta logo? =(

P.S.: Sabe, isso ainda parece um sonho. Não acredito que estou aqui, mesmo com os lábios ardendo. Não acredito.

P.S.: Vocês não tem ideia de como tem brasileiros sem noção por aqui. Na escola, encontramos meninas que não falavam NADA de inglês, não sabiam NADA sobre como tirar o visto e também estavam sem as malas. Resultado: a Karolina me colocou para ser intérprete, porque perdeu a paciência com elas. Será que eu posso cobrar por isso das próximas vezes? A Aline acha que sim =)

P.S.: Plenamente feliz agora, com as minhas calcinhas, shampoo e pijamas ^^

See you!

De um país para outro

Olá!

Vos falo do quarto da minha host-family, banhada, aquecida, alimentada, após uma longa maratona de acontecimentos. Estou cansada, mas estou feliz. A cabeça está confusa, mas acho que foi mais ou menos assim…

– No dia da despedida, reinava na minha casa um silêncio que nunca existe por lá. Ninguém se falava, todo mundo com cara triste. Eu mal consegui almoçar, só comi porque era a minha refeição preparada pela Mamis em 2012 (arroz, feijão novinho, bife, vagem refogada e salada).

– No aeroporto, um monte de gente especial estava lá para me apoiar: minha família, família da Aline, Bá, Bru e João Victor, Ju, Lex, Jojo, Celina e Maria Thereza, Carlos Roberto. Foi assustador dizer para eles: “tchau, até o ano que vem”. Meus pés se arrastavam, eu tremia, eu chorava. O meu amor me dava a mão, a minha mãe me abraçava e chorava, as pessoas faziam promessas. Foi lindo. Foi triste.

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– A imigração foi demorada, só tinha um funcionário trabalhando. E tinha muito brasileiro para passar por lá. É, tem brasileiro demais no mundo. O cara que me atendeu foi simpático. Perguntou se eu já visitado “the UK” antes. Eu disse que sim. Perguntou se eu tive algum problema. Eu disse que não. Perguntou quanto tempo eu ficarei com eles (achei simpático isso). Eu disse um ano. Ele disse ok e carimbou o passaporte. Simples assim =)

– Mas a alegria de brasileiro intercambista dura pouco. Chegando na esteira das malas, onde estão as malas? Não estão, ficaram em Madrid. Ah, e agora? Agora vocês deixam o endereço e entregamos amanhã. Ah, que coisa. Mas é sem falta né? Sim, isso acontece o tempo todo, estamos acostumados. Ah, tá. Mas o tempo todo em Dublin, no mundo ou com a companhia Ibéria (não, eu não perguntei essa última, achei indelicado).

– Sem malas, com fome, com sede, sem itens de higiene pessoal, fomos ao centro. Pegamos um ônibus no aeroporto (7 euros) e descemos na O’Conell Street, a principal avenida de Dublin. Fomos à farmácia (6.99 euros). Decidimos tomar uma para relaxar. Escolhemos o Madigans, o pub o primeiro à vista, porque estava frio pra burro. O pub era meio velho, meio cheirando a mofo, passando um jogo de rugby, como um pub deve ser (São Paulo, aprenda como se faz!). Primeiro brinde (eu de Guinness, ela de Heineken) a nós. Porque merecemos e não temos calcinhas, não temos shampoo e não temos pijamas.

– Pegamos um táxi, com um motorista velhilho, que ficava cantarolando no caminho. Não consegui tudo o que ele disse não, falava meio enrolado. Mas nos mostrou o centro, bonitinho. Chegamos em 15 minutos (20 euros).

– E chegamos na casa, no que parece ser um condomínio fechado, chamado Woodfarm Acres. Casas lindas, parecem coisa de filme. Sem portões. A nossa é de tijolinho marrons. Tocamos a campanhia. Espero uma senhorinha amigável. Me aparece um cara tatuado e cheio de piercings, o Tomy. Descubro que ele é filho da host-mother, o host-son, e que ela está fora e só volta na quarta. Cara, que situação mais estranha. Falar ao vivo e a cores, com um cara que não fala a minha língua. Tive que me virar. E me virei =D

– Ele é legal, nos mostra a casa, se mostra solidário com a nossa situação, nos empresta toalhas. Tomamos banho, organizamos as coisas. Vamos jantar. Tomy deixou pratos de macarrão a bolonhesa preparados pra gente. Gostoso, mas sem sal e, como eu não achei mais sal para colocar, comi assim mesmo. Do nada, aparece um outro cara, falando um inglês todo enrolado. É o Miguel, espanhol da Galícia, ficará aqui só até amanhã. Já jantou, obrigada. Vai fumar um cigarro no quintal. Lavamos a louça. O Miguel volta e pergunta do carnaval do Rio. Ah, que pergunta mais default. Mas ele é legal =)

Depois eu mostro as fotos da casa, explico melhor como é aqui. Minha cabeça está rodando ainda, preciso me acostumar, olhar direito, formar uma opinião e depois mostro tudo para vocês.

P.S.: Por favor, sejam adeptos de qual religião forem, orem/rezem para que as nossas malas cheguem amanhã. Precisamos de todo o apoio e pensamento positivo possível =)

Time to bed.
See you tomorrow!

Quanto custa a realidade

Hello!

Sabe, neste exato momento eu posso dizer que aquele bloqueio, pânico, ansiedade e medo já não estão mais aqui. É engraçado, não é? Desde que decidi fazer o intercâmbio senti, nesta ordem, empolgação (ao fechar o contrato), euforia (ao descobrir tudo de incrível que essa viagem poderia me oferecer), ansiedade (quando os dias demoravam para passar), medo (quando percebi que os dias estavam passando rápido demais), pânico (ao começar a pensar nas despedidas de quem eu amo), bloqueio (quando eu mais precisava me concentrar para organizar tudo) e, por último, serenidade, paz e tranquilidade, quando tudo está prestes a acontecer.

E vai acontecer. Cada vez isso fica mais claro para mim, mesmo quando ainda parece tão distante. Mas é fato: em muito breve, morarei um ano na Europa. Morarei um ano na Europa. Um ano na Europa. Um ano. Europa. Pura realidade agora.

Será que essa é a ordem normal dos sentimentos, quando se trata de fazer um intercâmbio? Ou isso é mais uma coisa de Talita? Bom, seja como for, posso dizer que estou feliz. Vai ser duro dar tchau para as últimas pessoas (as mais essenciais) no aeroporto? Ah, vai. Mas eu viro uma dose de cachaça, sacudo a cabeça, engulo o choro e sigo em frente. E que Deus continue me ajudando, como Ele tem feito, de forma tão incrível, até aqui =)

Passadas as divagações, vamos atualizar as últimas novidades:

– Agora, oficialmente, estou desligada da empresa. Assinei os papéis no Sindicato. Triste? Não, entendo que foi um ciclo muito bom da minha vida que se fechou, para que outro comece.

– Tirei uma folga para curtir um dia especial com a pessoa mais importante da minha vida. Passeamos, comemos, fizemos compras, fomos ao cinema, conversamos, nos abraçamos e beijamos. Curiosos? Ela, a única, inigualável, perfeita, maravilhosa Rosemary Campos Rossi de Lima, minha adorada Mamis!

– Fiz a minha última compra de euros, finalmente atingindo a quantia que permite a minha entrada no país. Comprei alguns trocados em moeda também, para facilitar =)

– Roupas, sapatos e afins meio que 78% dentro da mala. E a boa notícia é que eu acho que caberá tudo, hehe.

– Faltam 3 dias!

See you!